menu
 

PALESTRA

 
 
CICLO DE PALESTRAS “JAPÃO FORA DO JAPÃO”

A Fundação Japão junto com a Associação Brasileira de Estudos Japoneses (ABEJ) e a USP (Universidade de São Paulo) organiza um ciclo de palestras em agosto e setembro com especialistas na área de literatura e teatro do Japão e da França.



Peça de Teatro Nô "Kiyotsune"

Serão três encontros realizados nos dias 24 e 26 de agosto além do dia 3 de setembro, sempre às 19h30, no Espaço Cultural Fundação Japão. O evento tem co-promoção Associação Brasileira de Estudos Japoneses (ABEJ) e Universidade de São Paulo (USP)..

SAKAE MURAKAMI GIROUX
Tema da palestra:
A tradição dos teatros kyôgen, nô e kabuki – Japão e França
Dia 24 de agosto, às 19h30




Perfil: Sakae Murakami Giroux é diretora do Departamento de Estudos Japoneses da Universidade de Strasbourg, vice-presidente do Centro Europeu de Estudos Japoneses em Alsácia. Lecionou de 1982 a 95 na Universidade de São Paulo e desde 1995, na Universidade de Strasbourg. Dentre as publicações na língua portuguesa, destacam-se ”Zeami, Cena e Pensamento Nô”, “Kyogen: o teatro cômico do Japão” e “Bunraku, um teatro de bonecos”.

Palestra: A palestra trata das origens e desenvolvimentos de teatros em questão e considera o kyôgen como um fio condutor do processo de formação de nô e de kabuki. Seja para destacar a harmonia das oposições no nô, seja para introduzir a « mímica » no kabuki, o papel desempenhado pelo kyôgen foi relevante na eficácia teatral dessas artes. Trata igualmente da recepção desses teatros no Ocidente, particularmente na França, e propõe verificar a validade de certas informações ainda atualmente veiculadas.


MASAHIKO NISHI
Tema da palestra:
Os japoneses no Brasil e o símbolo caboclo
Dia 26 de agosto, às 19h30 




Perfil: Especialista em literatura comparada, especialmente a polonesa, é professor da Universidade Ritsumei em Kyoto. Esteve no Brasil como professor visitante na Universidade de São Paulo em 2002. O seu enfoque original na América do Sul era a imigração polonesa e judeus do Leste Europeu, o que levou a se interessar pelos próprios imigrantes japoneses. Dentre outras publicações, “Extraterritorial” e “Sekai bungaku no naka no Maihime” (Princesa Mai na Literatura Mundial).

Palestra: O escritor Toson Shimazaki deparou com a palavra “caboclo” nos intercâmbios realizados com os japoneses do Brasil quando participou do Encontro Internacional de Pen Club em Buenos Aires em 1936. Na época, o “caboclo” correspondia em japonês à palavra “dojin” (nativo), mas Shimazaki sentiu um quê de colonização inserido nesse vocábulo. Na realidade, quando os japoneses retrataram as suas experiências na literatura, ora como japonês, ora como nikkei, não puderam escapar desse símbolo “caboclo”. A “assimilação” dos japoneses no Brasil não só significou o “sucesso” no território brasileiro mas também o desafio da “conquista do desdém caboclo”. Pensa-se sobre a importância da “coisa cabocla” nos cem anos da literatura japonesa no Brasil.  
 

SHUHEI HOSOKAWA
Tema da palestra:
A atividade literária dos isseis no Brasil
Dia 3 de setembro, às 19h30




Perfil: Professor do International Research Center for Japanese Studies, Kyoto. Doutor em Música pela Universidade Nacional de Belas Artes e Música de Tokyo (1989). Sua área de pesquisa inclui história da música no Japão moderno e Cultura Nippo–Brasileira. Autor de “Samba no kuni ni Enka wa Nagareru” (No País do Samba escuta-se Enka), “Cinemaya Burajiru wo iku” (Cinemaya percorre o Brasil) e”Tôki ni arite tsukurumono –Nikkei burajirujin no omoi, kotoba” (O fazer numa terra distante – emoções e palavras dos nikkeis brasileiros).

Palestra: Brasil tem a maior comunidade japonesa no mundo, caracterizada não somente pelo número de imigrantes, mas também pelo seu longo período de imigração (de 1908 a 1970 aproximadamente, com uma interrupção durante a década de 40). Tais condições proporcionaram o nascimento de uma atividade literária significativa em japonês pelos imigrantes de primeira geração, os isseis. Os primeiros jornais japoneses no Brasil datam de 1915, sete anos após a chegada dos primeiros imigrantes, que continham os haiku escrito pelos leitores. Desde então, nenhum jornal japonês poderia ser publicado sem a criação literária dos seus imigrantes. A palestra trata da história cultural da literatura em língua japonesa no Brasil para refletir sobre a possibilidade de uma «Literatura japonesa no exterior».


SERVIÇO:
CICLO DE PALESTRAS “JAPÃO FORA DO JAPÃO”
Data: 24, 26 de agosto e 3 de setembro de 2009, às 19h30
É necessário efetivar inscrição prévia.
Favor enviar nome completo e e-mail para info@fjsp.org.br
Entrada Gratuita
Local: Espaço Cultural Fundação Japão
Av. Paulista, 37 – 1º andar
Lotação: 100 pessoas
Informações: (11) 3141-0110 / estudos@fjsp.org.br

Co-realização: Associação Brasileira de Estudos Japoneses (ABEJ) e USP (Universidade de São Paulo)

Informações, fotos e contatos para imprensa:
Erico Marmiroli - (11) 9372 7774 / (11) 3865 0656 - erico.marmiroli@gmail.com
Sandra Keika Fujishiro - (11) 3141 0110 - kei@fjsp.org.br

copy