Cinema ao ar livre: Casa das Rosas exibe filmes em película 16mm de cineastas japoneses

Serviço

 

Oriente Próximo:
Retrospectiva de cinema japonês


LOCAL

Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37 – próximo à estação Brigadeiro do metrô.

Convênio com o estacionamento Parkimetro:
Alameda Santos, 74 (exceto domingos e feriados).

Telefone: (11) 3285-6986 | (11) 3288-9447
Informações: www.casadasrosas.org.br

 

PROGRAMAÇÃO

8 de agosto (terça), às 19h
A luta solitária (1949) | 14 anos | 95 min

22 de agosto (terça), às 19h
Contos da Lua Vaga (1953) | 14 anos | 94 min

5 de setembro (terça), às 19h
Fim de Verão (1961) | Livre | 103 min

19 de setembro (terça), às 19h
Honra de Samurai (2006) | 14 anos | 121 min

As exibições são gratuitas e contam com o apoio da Fundação Japão

 

 

A partir do próximo dia 8 de agosto, a Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, promoverá a mostra Oriente Próximo – Retrospectiva de cinema japonês, com sessões de filmes japoneses em película 16mm. As exibições acontecerão às terças-feiras, às 19h, nos dias 8 e 22 de agosto, 5 e 19 de setembro.

Nas exibições, que contam com o apoio da Fundação Japão, estão obras de diretores consagrados: A luta solitária (1949), de Akira Kurosawa, Contos da lua vaga (1953), de Kenji Mizoguchi, Fim de verão (1961), de Yasujiro Ozu e Honra de Samurai (2006), do diretor Yoji Yamada.

Além dos filmes japoneses, o local também apresentará o seu já tradicional Jardim Paradiso, com a exibição de adaptações cinematográficas de clássicos da literatura brasileira. No dia 10 de agosto e 14 de setembro, respectivamente, serão exibidos Vidas Secas (1964), adaptação de Nelson Pereira dos Santos do clássico homônimo de Graciliano Ramos, e Sagarana, o duelo (1974), releitura dirigida por Paulo Thiago da obra de Guimarães Rosa.

 

 

 

Oriente Próximo – Retrospectiva de cinema japonês

 

A luta solitária (8/8) conta a história de Kyoji, um jovem médico que foi mandado à guerra pouco tempo após noivar. Durante uma operação, ele se corta e contrai sífilis de um paciente. Com o intuito de poupar o sofrimento da noiva, termina o noivado sem lhe dar explicações, enquanto inicia o tratamento contra a doença, decidido a carregar o fardo sozinho, até encontrar o homem de quem contraiu o vírus. O diretor Kurosawa ganhou os maiores prêmios do mundo do cinema: a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de Hollywood.

 

Em Contos da lua vaga (22/8), dois irmãos fazendeiros vão à capital local para tentar vender peças de cerâmica, no período da guerra civil do século XVI. O destino dos dois se separa após a venda: Tobei decide ser samurai e Genjuro quer enriquecer e ser comerciante. Dentre as surpresas que os esperam, Genjuro descobre que a rica mulher que o recebeu em seu palácio é, na verdade, um fantasma.

 

Fim de verão (5/9) é um retrato da família Kohayagawa, proprietária de uma pequena fábrica de saquê no Japão do pós-guerra. A filha mais nova, Noriko, está à espera de um casamento arranjado e, enquanto isso, ajuda a cunhada Akiko, viúva, a procurar um homem para se casar novamente. O filme analisa as diferenças entre o velho e o novo durante as transformações econômicas sofridas pelo Japão durante o Plano Marshall, no pós-guerra, além de refletir sobre a possibilidade de conciliar desejos e sentimentos.

 

Por fim, em Honra de Samurai (19/9), Shinnojo, samurai de classe inferior, é o novo provador de comida em seu clã. Acidentalmente, come um peixe envenenado e perde a visão, sendo obrigado a renunciar ao cargo. Deprimido, Shinnojo tenta se matar e só encontra conforto na devoção e lealdade de sua esposa, Kayo. Incapaz de trabalhar, ele pede a Kayo que vá até o administrador da província, Toya Shimada, pedir ajuda. Quando descobre que ela está o traindo com Shimada, o samurai expulsa a mulher de casa e se prepara para enfrentar o homem em um duelo.

 

Sobre a Casa das Rosas

A Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos é um museu dedicado à poesia, à literatura, à cultura e à preservação do acervo bibliográfico do poeta paulistano Haroldo de Campos, um dos criadores do movimento da poesia concreta, na década de 1950.

Gerenciado pela Poiesis, o local promove uma intensa programação de atividades gratuitas, como realiza exibições gratuitas de filmes em seu jardim, oficinas de criação e crítica literárias, palestras, ciclos de debates, exposições, apresentações literárias e musicais, saraus, lançamentos de livros, performances e apresentações teatrais, entre outros.

Uma das últimas construções originais da Avenida Paulista, o museu está instalado em um imponente casarão, construído em 1935 pelo escritório Ramos de Azevedo, que na época já tinha projetado e executado importantes edifícios na cidade tais como a Pinacoteca do Estado, o Teatro Municipal e o Mercado Público de São Paulo.

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