Exposição de fotografias do Japão

Cenas da infância: 60 anos pós guerra no Japão

Serviço

Data: 04 a 17 de janeiro de 2010

Local: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo (Salão Nobre – 2º andar)
Rua São Joaquim, 381 – Liberdade

Entrada gratuita

Horário: Seg a sexta, das 12h às 18h e aos sábados e domingos, das 10h às 18h

 

Realização: Fundação Japão em São Paulo e Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo

Apoio: Consulado Geral do Japão em SP, Instituto Moreira Salles, Semp Toshiba, Topan Press e Hakushika

Patrocínio: Fundação Kunito Miyasaka

 

Informações: Fundação Japão 11 3141. 0110 / info@fjsp.org.br
Bunkyo 11 3208-1755 / atendimento@bunkyo.org.br

 

Sites: www.fjsp.org.br / www.bunkyo.org.br
Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo
Célia Abe Oi – Assessoria de Imprensa
11 3208-1755 – celia@bunkyo.org.br

Recortes no tempo e no espaço do Japão serão apresentados em 100 peças fotográficas pela primeira vez no Brasil 

©Ken Domon, The Japan Foundation

Maria, filha de Haruo, e Maria Tomita, sobrinha, 1955
Local: Sítio Tomita, Londrina-PR

 

 

 

 

Foto: Haruo Ohara / Acervo Instituto Moreira Salles

 

Retrato das transformações do cotidiano japonês contado por crianças. Esta é a proposta da exposição fotográfica que a Fundação Japão e a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo organizam para janeiro de 2010. Com enfoque na vida cotidiana das crianças, a mostra aborda a transformação social no país asiático após a devastação da Segunda Grande Guerra Mundial.

 

©Ihee Kimura, The Japan Foundation

 

Terreiro de café – Sunao, filho de Haruo, c. 1949
Local: Chácara Arara, Londrina-PR

Foto: Haruo Ohara / Acervo Instituto Moreira Salles

 

Retratadas pelas lentes de conhecidos fotógrafos como Nobuyoshi Araki e Ken Domon, entre outros nomes, as fotografias nos conduzem não somente ao conhecimento do panorama histórico do Japão em imagens até os dias atuais, mas também à reflexão do comprometimento dos homens com a paz.

 

©Kazuyoshi Miyosh, The Japan Foundation

 

Ciro e Maria, filhos de Haruo, 1950
Local: Chácara Arara, Londrina-PR

Foto: Haruo Ohara / Acervo Instituto Moreira Salles

 

A coleção pertence ao acervo da Fundação Japão, que organiza exposições itinerantes internacionais com o intuito de promover o intercâmbio cultural entre os povos. Depois do Brasil, a mostra segue para Venezuela, em 2010. Anteriormente, ela passou pelos Estados Unidos, Costa Rica, Honduras, Alemanha, Nova Guiné, Tanzânia, Bósnia, Irã, Arábia Saudita e Camarões.

 

Criança com jaca, c. 1950
Local: Chácara Arara, Londrina-PR

Foto: Haruo Ohara / Acervo Instituto Moreira Salles

Haruo Ohara
Paralelamente, acontece uma mostra digital de 61 fotos do extenso acervo fotográfico de Haruo Ohara (1909-1999), com apoio do Instituto Moreira Salles (IMS). As crianças, descendentes dos imigrantes japoneses, retratadas pelas lentes de Ohara (também japonês que migrou para o Brasil em 1927), demonstram muitas vezes uma conversa nem sempre paralela, mas congruente com a história das crianças japonesas.

Em 2008, seu acervo de 20 mil negativos e outros materiais, foi doado pela família ao IMS, que em homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, organizou a mostra “Japão – Mundos Flutuantes” na Galeria de Arte do Sesi, em São Paulo.

Em 1938, Haruo comprou sua primeira máquina fotográfica e começou a registrar sua vida cotidiana em Londrina (PR). Em 1951 foi um dos fundadores do Foto Cine Clube de Londrina e associou-se ao Foto Cine Clube Bandeirante, de São Paulo, rendendo participação em salões nacionais de fotografia. Foi homenageado no Festival Internacional de Londrina, em 1998. No mesmo ano e também em 2000, suas obras participaram da 2ª e 3ª Bienal Internacional de Fotografia Cidade de Curitiba. Em 2003, recebeu uma sala especial na 12ª exposição da Coleção Pirelli Masp.

Sua paixão pela arte influenciou toda a família. “Acredito que cada parente tem algo do meu avô, ele tinha uma personalidade forte”, ressalta a neta Andrea Nishiyama, comissária de voo, mas graduada em Belas Artes. “A casa dele era uma base, todos se reuniam por lá, por isso muitas das crianças foram retratadas em suas fotografias.”

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