{"id":10764,"date":"2020-05-28T04:31:26","date_gmt":"2020-05-28T07:31:26","guid":{"rendered":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/?page_id=10764"},"modified":"2020-05-28T11:51:54","modified_gmt":"2020-05-28T14:51:54","slug":"japan-in-asia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/japan-in-asia\/","title":{"rendered":"Japan in Asia"},"content":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de trazer um bom panorama das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas do Jap\u00e3o na \u00c1sia desde a d\u00e9cada de 1970, o livro de Akihiko Tanaka tamb\u00e9m oferece aos leitores que n\u00e3o dominam o idioma japon\u00eas a oportunidade de tomar contato com o trabalho de um dos mais renomados internacionalistas japoneses da atualidade, com uma longa carreira acad\u00eamica desenvolvida na Universidade de T\u00f3quio e no National Graduate Institute for Policy Studies (GRIPS). Trata-se da tradu\u00e7\u00e3o para o ingl\u00eas de uma obra publicada originalmente em 2007, mas para esta edi\u00e7\u00e3o o autor redigiu cap\u00edtulos adicionais discutindo quest\u00f5es mais recentes, at\u00e9 cerca de 2015.<\/p>\n<p>Embora o pref\u00e1cio traga alguns breves coment\u00e1rios te\u00f3ricos, o conte\u00fado do livro \u00e9 principalmente descritivo. N\u00e3o h\u00e1 a pretens\u00e3o de avan\u00e7ar explica\u00e7\u00f5es causais nem de propor um grande esquema de interpreta\u00e7\u00e3o para os fen\u00f4menos apresentados ao longo do texto. Mas a aten\u00e7\u00e3o aos detalhes com que o autor conduz sua narrativa trazem contribui\u00e7\u00f5es interessantes.<\/p>\n<p>Nos dois primeiros cap\u00edtulos, Tanaka toma como ponto de partida o contexto da Guerra Fria, enfatizando que o conflito assumiu na \u00c1sia contornos espec\u00edficos, criando uma din\u00e2mica diferente na regi\u00e3o. Ele ressalta, por exemplo, a particularidade do papel da China, que, embora pertencesse em princ\u00edpio ao bloco socialista, opunha-se \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Destaca ainda que na \u00c1sia, com exce\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o, n\u00e3o havia nenhum pa\u00eds industrialmente avan\u00e7ado, o que criava um ambiente diferente daquele encontrado na Europa. O autor passa a se concentrar ent\u00e3o nas profundas transforma\u00e7\u00f5es que o fim da Guerra Fria trouxe para a regi\u00e3o, dando especial aten\u00e7\u00e3o ao fortalecimento de demandas por democratiza\u00e7\u00e3o, e analisando como esse processo teve avan\u00e7os em certos casos (Filipinas, Coreia do Sul, Taiwan), enquanto em outros acabou enfrentando forte resist\u00eancia (China, Birm\u00e2nia). Ao longo dessas discuss\u00f5es, o texto procura inserir considera\u00e7\u00f5es sobre o papel do Jap\u00e3o nesse processo, especialmente com rela\u00e7\u00e3o ao caso da China e dos protestos na Pra\u00e7a Tiananmen.<\/p>\n<p>No terceiro cap\u00edtulo, o livro d\u00e1 grande aten\u00e7\u00e3o ao conflito entre Camboja e Vietn\u00e3 durante as d\u00e9cadas de 1970 e 1980. O autor v\u00ea nas mudan\u00e7as de posi\u00e7\u00e3o do governo japon\u00eas com rela\u00e7\u00e3o ao conflito um exemplo representativo de como o fim da Guerra Fria trouxe novos desafios e oportunidades para a pol\u00edtica externa japonesa. Durante boa parte da ocupa\u00e7\u00e3o vietnamita no Camboja (1979-1989), o Jap\u00e3o se alinhou aos EUA em sua oposi\u00e7\u00e3o ao Vietn\u00e3, que era na \u00e9poca aliado da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, sem exercer um papel maior. No fim dos anos de 1980, por\u00e9m, o Jap\u00e3o passou a assumir uma postura mais conciliadora e a participar mais ativamente das negocia\u00e7\u00f5es de paz entre os dois pa\u00edses, mesmo sem o aval direto dos EUA. O texto sugere que essa mudan\u00e7a se deu em parte porque, ao mesmo tempo em que o Jap\u00e3o havia se tornado uma pot\u00eancia econ\u00f4mica, aumentavam tamb\u00e9m as cr\u00edticas \u00e0 aus\u00eancia de uma maior contribui\u00e7\u00e3o japonesa na solu\u00e7\u00e3o de conflitos internacionais. O envolvimento mais intenso do Jap\u00e3o no processo de paz seria uma forma de lidar com essas novas demandas. Esse questionamento quanto ao grau de contribui\u00e7\u00e3o japonesa para a paz internacional se tornou ainda mais direto por ocasi\u00e3o da Guerra do Golfo (1990-91), quando grande parte da comunidade internacional esperava que o Jap\u00e3o contribu\u00edsse com o envio de tropas para combater a invas\u00e3o do Iraque no Kuwait. Devido \u00e0 restri\u00e7\u00e3o imposta pela constitui\u00e7\u00e3o japonesa \u00e0 participa\u00e7\u00e3o em conflitos armados, o governo japon\u00eas se limitou a oferecer apoio financeiro, o que foi duramente criticado. Tanaka argumenta que esse foi um momento traum\u00e1tico na pol\u00edtica externa japonesa, de modo que posteriormente as for\u00e7as de autodefesa do Jap\u00e3o passaram de fato a integrar miss\u00f5es de paz da ONU em conflitos internacionais, ainda que com certas restri\u00e7\u00f5es. E a primeira dessas miss\u00f5es foi justamente a opera\u00e7\u00e3o da Autoridade Provis\u00f3ria das Na\u00e7\u00f5es Unidas no Camboja (UNTAC 1992-93), um desdobramento do acordo de paz entre Camboja e Vietn\u00e3 que havia sido firmado em 1991. Mais uma vez o conflito entre esses dois pa\u00edses est\u00e1 associado a uma mudan\u00e7a importante nos rumos da pol\u00edtica externa japonesa.<\/p>\n<p>O livro continua analisando o papel do Jap\u00e3o no contexto asi\u00e1tico nas d\u00e9cadas seguintes, com cap\u00edtulos voltados especificamente a iniciativas de integra\u00e7\u00e3o regional como ASEAN, APEC, EAEC, ARF, ASEM, ASEAN+3 (cap\u00edtulos 4 e 8). O cap\u00edtulo 7 faz uma an\u00e1lise da crise financeira asi\u00e1tica de 1997 e de suas repercuss\u00f5es tanto no Jap\u00e3o como na regi\u00e3o como um todo. Mas, de modo geral, o foco do livro claramente passa a se voltar mais especificamente para as rela\u00e7\u00f5es do Jap\u00e3o com o Leste Asi\u00e1tico, que \u00e9, afinal, a \u00e1rea de especializa\u00e7\u00e3o do autor. N\u00e3o por acaso s\u00e3o essas as partes mais detalhadas do livro, com um uso maior e mais variado de fontes (documentos oficiais, jornais, entrevistas, livros de mem\u00f3rias de figuras p\u00fablicas, etc.).<\/p>\n<p>Os cap\u00edtulos 5-6 e 9-11 se concentram, assim, numa narrativa basicamente cronol\u00f3gica das rela\u00e7\u00f5es do Jap\u00e3o com China, Coreia do Sul e Coreia do Norte, do come\u00e7o da d\u00e9cada de 1990 at\u00e9 2015. O leitor poder\u00e1 encontrar uma gama muito grande de informa\u00e7\u00f5es e detalhes nessas descri\u00e7\u00f5es. Mas como o pr\u00f3prio t\u00edtulo deixa claro, este \u00e9 um livro sobre a posi\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o, de modo que o texto se concentra principalmente nos discursos e medidas adotados pelos atores japoneses em suas intera\u00e7\u00f5es com os demais pa\u00edses asi\u00e1ticos. Especial aten\u00e7\u00e3o \u00e9 dada ao modo como as transforma\u00e7\u00f5es no cen\u00e1rio pol\u00edtico interno japon\u00eas (a reforma eleitoral de 1994, o relativamente longo governo de Junichiro Koizumi de 2001 a 2006, a instabilidade decorrente da sucess\u00e3o de seis primeiros ministros diferentes entre 2006 e 2012, etc.) influenciaram nas rela\u00e7\u00f5es do Jap\u00e3o com o Leste Asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>V\u00e1rias quest\u00f5es s\u00e3o levantadas e debatidas, mas alguns temas tendem a ser recorrentes. No caso da China, por exemplo, um grande desafio para o Jap\u00e3o tem sido como lidar com o enorme crescimento econ\u00f4mico chin\u00eas das \u00faltimas d\u00e9cadas e com a influ\u00eancia pol\u00edtica cada vez maior da China no cen\u00e1rio internacional, al\u00e9m de encontrar uma forma de manter uma posi\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel com rela\u00e7\u00e3o a Taiwan. Nas rela\u00e7\u00f5es com a Coreia do Sul, as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas a partir dos anos de 1990 foram marcadas pela democratiza\u00e7\u00e3o sul-coreana e pelo crescente peso da opini\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o nas tomadas de decis\u00e3o pelo governo sul-coreano. No caso da Coreia do Norte, os receios em torno do desenvolvimento do programa nuclear norte-coreano e as dif\u00edceis negocia\u00e7\u00f5es sobre o retorno de cidad\u00e3os japoneses sequestrados pela Coreia do Norte nas d\u00e9cadas de 1970 e 80 t\u00eam sido uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es do lado japon\u00eas.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um problema mais geral que permeia todas as rela\u00e7\u00f5es do Jap\u00e3o com seus vizinhos do Leste Asi\u00e1tico e que tem sido fonte de graves tens\u00f5es: o hist\u00f3rico de domina\u00e7\u00e3o colonial do Jap\u00e3o nos demais pa\u00edses da regi\u00e3o at\u00e9 o fim da Segunda Guerra Mundial. A mem\u00f3ria dessa domina\u00e7\u00e3o continua sendo um tema dif\u00edcil, incluindo-se aqui importantes quest\u00f5es como a das <em>comfort women<\/em>, do santu\u00e1rio Yasukuni, e mesmo tens\u00f5es territoriais envolvendo as ilhas Senkaku\/Diaoyu e Takeshima\/Dokdo. De maneira geral, governos e movimentos sociais na China, Coreia do Sul e Coreia do Norte demandam do Jap\u00e3o pedidos de desculpas inequ\u00edvocos e, em alguns casos, compensa\u00e7\u00f5es financeiras, enquanto o governo japon\u00eas rebate que j\u00e1 teria feito declara\u00e7\u00f5es pedindo desculpas e j\u00e1 teria efetivado todas as compensa\u00e7\u00f5es devidas. Mas n\u00e3o se trata de um processo estanque. O livro destaca que os n\u00edveis de tens\u00e3o variam de acordo com a \u00e9poca e de acordo com o pa\u00eds. Em certos momentos, por exemplo, a rela\u00e7\u00e3o com a Coreia do Sul parece melhor do que com a China, enquanto em outros momentos a situa\u00e7\u00e3o tende a se inverter.\u00a0 Al\u00e9m disso, a situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m muda de acordo com a composi\u00e7\u00e3o do governo japon\u00eas em cada \u00e9poca, com alguns atores mais e outros menos abertos a rediscutir quest\u00f5es hist\u00f3ricas. De qualquer modo, as dificuldades permanecem.<\/p>\n<p>De modo geral, o panorama abrangente oferecido pelo livro \u00e9 uma refer\u00eancia que pode ser bastante \u00fatil. Ao mesmo tempo, \u00e9 importante ter em mente algumas limita\u00e7\u00f5es do texto. Como j\u00e1 foi mencionado, trata-se de um trabalho que analisa as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas da \u00c1sia a partir do ponto de vista do Jap\u00e3o. Isso em si n\u00e3o \u00e9 necessariamente um problema, mas em certos momentos o autor, que j\u00e1 atuou como presidente da Ag\u00eancia de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional do Jap\u00e3o (JICA) entre 2012 e 2015, vai mais al\u00e9m e adota algumas posturas enviesadas. Por exemplo, ao falar da import\u00e2ncia da ajuda oficial japonesa (ODA) no desenvolvimento dos pa\u00edses asi\u00e1ticos (p. 11-4), o autor exalta a contribui\u00e7\u00e3o japonesa, mas deixa de lado uma quest\u00e3o que \u00e9 recorrente na literatura sobre o tema, a saber, as fortes cr\u00edticas \u00e0 ODA pelos seus n\u00edveis relativamente altos de ajuda vinculada, ou seja, aquela que na pr\u00e1tica obriga os receptores a adquirir bens e servi\u00e7os de empresas japonesas. \u00c9 leg\u00edtimo discordar dessas cr\u00edticas ou ent\u00e3o acreditar que isso n\u00e3o invalida a relev\u00e2ncia da ajuda japonesa, mas seria de esperar que houvesse alguma argumenta\u00e7\u00e3o nesse sentido.<\/p>\n<p>Em alguns casos, a preocupa\u00e7\u00e3o em enaltecer a contribui\u00e7\u00e3o internacional do Jap\u00e3o gera passagens curiosas. Ao tratar do governo do primeiro-ministro Naoto Kan (2010-2011), o autor dedica menos espa\u00e7o ao grande terremoto e consequente tsunami que em 2011 devastaram a regi\u00e3o leste do Jap\u00e3o e deixaram o pa\u00eds \u00e0 beira de uma crise nuclear (p. 286-7), do que \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do governo japon\u00eas e da JICA nas negocia\u00e7\u00f5es de paz entre o governo das Filipinas e for\u00e7as separatistas isl\u00e2micas na ilha de Mindanau (p. 288-9). Dado o enorme impacto que o terremoto e o tsunami continuam tendo no Jap\u00e3o, tanto do ponto de vista interno como externo (indeniza\u00e7\u00f5es, responsabiliza\u00e7\u00e3o das autoridades, debates sobre pol\u00edticas ambientais e alternativas energ\u00e9ticas), isso causa estranhamento. Sem minimizar a import\u00e2ncia do conflito nas Filipinas, a quest\u00e3o \u00e9 que o texto n\u00e3o esclarece nem a real dimens\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o japonesa no processo de paz como um todo, nem a import\u00e2ncia do conflito para a regi\u00e3o, para as pr\u00f3prias Filipinas ou para o Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, apesar de seus vieses, o livro continua informativo. Na importante discuss\u00e3o das controv\u00e9rsias sobre o hist\u00f3rico do colonialismo japon\u00eas, por exemplo, \u00e9 indisfar\u00e7\u00e1vel a impaci\u00eancia do autor diante de certas cr\u00edticas vindas da China ou da Coreia do Sul, o que n\u00e3o deixa de constituir uma vis\u00e3o parcial, mas em nenhum momento o livro nega as atrocidades cometidas pelo Jap\u00e3o na \u00c1sia. Al\u00e9m disso, h\u00e1 passagens que poderiam ser apropriadas tanto por aqueles que acreditam que o Jap\u00e3o j\u00e1 se desculpou o suficiente, como por aqueles que n\u00e3o consideram sinceras as declara\u00e7\u00f5es feitas at\u00e9 agora, ficando ao leitor a tarefa de formar sua pr\u00f3pria opini\u00e3o. Ao longo do texto, o autor descreve, por exemplo, diversos pronunciamentos oficiais do governo japon\u00eas com pedidos de desculpas aos povos da \u00c1sia, o que poderia sugerir uma atitude de contri\u00e7\u00e3o. Mas ao detalhar o processo de elabora\u00e7\u00e3o dessas declara\u00e7\u00f5es, o texto deixa claro que houve importantes agentes pol\u00edticos que criaram obst\u00e1culos a esses pronunciamentos, tentando interferir inclusive em detalhes terminol\u00f3gicos a fim de diluir o m\u00e1ximo poss\u00edvel o grau de arrependimento expresso nesses pedidos de desculpas, o que p\u00f5e em d\u00favida seu real alcance.<\/p>\n<p>O livro continua sendo, portanto, uma contribui\u00e7\u00e3o valiosa ao estudo do Jap\u00e3o e suas rela\u00e7\u00f5es com a \u00c1sia, ainda que seja importante fazer um confronto n\u00e3o apenas com a opini\u00e3o de autores de fora do Jap\u00e3o, mas tamb\u00e9m com outros autores japoneses que mantenham uma dist\u00e2ncia maior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s posi\u00e7\u00f5es do governo japon\u00eas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de trazer um bom panorama das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas do Jap\u00e3o na \u00c1sia desde a d\u00e9cada de 1970, o livro de Akihiko Tanaka tamb\u00e9m oferece aos leitores que n\u00e3o dominam o idioma japon\u00eas a oportunidade de tomar contato com o trabalho de um dos mais renomados internacionalistas japoneses da atualidade, com uma longa carreira acad\u00eamica [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":33,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-10764","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10764","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/33"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10764"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10764\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10791,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/10764\/revisions\/10791"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10764"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}