{"id":10773,"date":"2020-05-28T09:18:59","date_gmt":"2020-05-28T12:18:59","guid":{"rendered":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/?page_id=10773"},"modified":"2020-05-28T11:53:09","modified_gmt":"2020-05-28T14:53:09","slug":"japans-quest-for-stability-in-southeast-asia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/japans-quest-for-stability-in-southeast-asia\/","title":{"rendered":"Japan\u2019s Quest for Stability in Southeast Asia"},"content":{"rendered":"<p>O livro <em>Japan\u2019s Quest for Stability in Southeast Asia<\/em>, de Taizo Miyagi, procura responder \u00e0 quest\u00e3o acerca da forma como a \u00c1sia, um continente moldado por movimentos pr\u00f3-independ\u00eancia, revolu\u00e7\u00f5es e guerras civis durante a Guerra Fria, converteu-se na regi\u00e3o economicamente mais din\u00e2mica do planeta. Para faz\u00ea-lo, o autor analisa a hist\u00f3ria da \u00c1sia mar\u00edtima desde 1945, conferindo especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre o Jap\u00e3o e o Sudeste Asi\u00e1tico no contexto das transforma\u00e7\u00f5es do cen\u00e1rio internacional no per\u00edodo: a estrat\u00e9gia dos Estados Unidos da Am\u00e9rica durante a Guerra Fria, a dissolu\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico na \u00c1sia e a ascens\u00e3o da China. O livro foi publicado originalmente no Jap\u00e3o, em 2008, pela editora Chikuma Shob\u014d, sob o t\u00edtulo <em>\u2018Kaiy\u014d kokka\u2019: Nihon no sengoshi<\/em> (\u2018\u6d77\u6d0b\u56fd\u5bb6\u2019: \u65e5\u672c\u306e\u6226\u5f8c\u53f2) (\u201c<em>Estados Mar\u00edtimos\u201d: A Hist\u00f3ria do Jap\u00e3o do P\u00f3s-Guerra<\/em>), que agora recebe esta tradu\u00e7\u00e3o em l\u00edngua inglesa por Midori Hanabusa.<\/p>\n<p>Miyagi desenvolve uma ampla hist\u00f3ria diplom\u00e1tica do Jap\u00e3o e de suas parcerias com o Sudeste Asi\u00e1tico, que se estende da Confer\u00eancia de Bandung, em 1955, \u00e0 Doutrina Fukuda, em 1977, quando o Jap\u00e3o se compromete a contribuir \u00e0 paz e \u00e0 prosperidade da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O livro \u00e9 cativante e sua estrutura e argumentos s\u00e3o bem organizados. Al\u00e9m da introdu\u00e7\u00e3o, no Cap\u00edtulo 1, o autor faz uma an\u00e1lise detalhada do processo de prepara\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia de Bandung pelos pa\u00edses asi\u00e1ticos, bem como dos debates entre seus representantes acerca da possibilidade de convidar o Jap\u00e3o para a Confer\u00eancia, pois muitas na\u00e7\u00f5es do Sudeste Asi\u00e1tico ainda n\u00e3o haviam assinado o Tratado de Paz de S\u00e3o Francisco e as repara\u00e7\u00f5es de guerra haviam sido deixadas para negocia\u00e7\u00f5es bilaterais. No final, o Jap\u00e3o recebeu o convite por iniciativa de alguns pa\u00edses asi\u00e1ticos.<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo 2, Miyagi examina a orienta\u00e7\u00e3o da diplomacia do Jap\u00e3o para o Sudeste Asi\u00e1tico a partir de 1955, pois desejava reparar o seu legado negativo da Segunda Guerra Mundial na regi\u00e3o, lugar de onde havia extra\u00eddo agressivamente recursos humanos e naturais para o seu esfor\u00e7o b\u00e9lico, e ao mesmo tempo, os Estados Unidos encorajavam T\u00f3quio a perseguir essa pol\u00edtica de investimentos no Sudeste da \u00c1sia, pois acreditavam que isso eliminaria a inseguran\u00e7a social local, que havia possibilitado a expans\u00e3o do comunismo na China, na Coreia do Norte e no Vietn\u00e3 do Norte.<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo 3, Miyagi atenta para a rivalidade que se desenvolve entre o Jap\u00e3o e o Reino Unido no Sudeste Asi\u00e1tico durante o Confronto Indon\u00e9sia-Mal\u00e1sia (1962-1966) em torno do controle da ilha de Born\u00e9u, devido ao fato do governo brit\u00e2nico apoiar sua ex-col\u00f4nia no conflito, a Mal\u00e1sia, enquanto o governo japon\u00eas advogava pela media\u00e7\u00e3o entre as duas na\u00e7\u00f5es. Os brit\u00e2nicos n\u00e3o desejavam conceder ao Jap\u00e3o o papel de mediador na disputa porque temiam que o Reino Unido fosse relegado a uma posi\u00e7\u00e3o de subservi\u00eancia \u00e0 lideran\u00e7a japonesa na regi\u00e3o, mas acabaram cedendo j\u00e1 que o pa\u00eds estava enfrentando uma s\u00e9ria crise financeira e n\u00e3o possu\u00eda mais condi\u00e7\u00f5es de manter suas tropas estacionadas no Sudeste Asi\u00e1tico e a media\u00e7\u00e3o japonesa levou ao fim do conflito em 1966. Ao mesmo tempo, o Jap\u00e3o competia com a China por influ\u00eancia sobre o governo indon\u00e9sio, ao passo que Jakarta procurava extrair ajuda financeira de ambos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo 4, o autor observa que o ano de 1965 foi outro marco na hist\u00f3ria do Sudeste Asi\u00e1tico, com a ocorr\u00eancia do \u201cMovimento 30 de Setembro\u201d, como ficou conhecido o golpe fracassado na Indon\u00e9sia, atribu\u00eddo ao Partido Comunista daquele pa\u00eds (embora, sua autoria continua a ser debatida at\u00e9 hoje), bem como o aumento da presen\u00e7a militar americana no Vietn\u00e3. Miyagi assevera que ao mesmo tempo que a \u00c1sia se tornou uma regi\u00e3o bipolarizada entre pa\u00edses comunistas (pr\u00f3-descoloniza\u00e7\u00e3o) e anticomunistas (pr\u00f3-Estados Unidos), o Jap\u00e3o p\u00f4de continuar a expandir sua presen\u00e7a econ\u00f4mica no continente. A partir da deposi\u00e7\u00e3o do presidente indon\u00e9sio com tend\u00eancias pr\u00f3-Pequim, Sukarno, pelas for\u00e7as do Tenente-General Suharto, em 1966, o investimento externo direto do Jap\u00e3o e sua ajuda oficial ao desenvolvimento passaram a afluir no pa\u00eds, pois T\u00f3quio considerava a Indon\u00e9sia como o principal polo para a estabiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Sudeste Asi\u00e1tico, o que ajudaria a conter o avan\u00e7o do comunismo na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo 5, Miyagi volta-se para a <em>d\u00e9tente <\/em>entre Estados Unidos e China, em 1971, enquanto um dos marcos da Guerra Fria na \u00c1sia. Os Estados Unidos, sob o governo do presidente Richard Nixon, j\u00e1 estavam fatigados pela longa dura\u00e7\u00e3o da Guerra do Vietn\u00e3 (1955-1975) e buscaram acabar com a sua estrat\u00e9gia de conten\u00e7\u00e3o do comunismo no continente asi\u00e1tico. A China, por outro lado, temia uma invas\u00e3o militar em larga escala pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e procurou proteger-se dessa amea\u00e7a por meio de uma aproxima\u00e7\u00e3o de Washington. O fim da rivalidade sino-americana significou que os pa\u00edses asi\u00e1ticos estavam livres das amarras ideol\u00f3gicas que haviam sido impostas a eles. Nesse sentido, o Jap\u00e3o procurou normalizar rapidamente suas rela\u00e7\u00f5es com a China. Por sua vez, a Indon\u00e9sia, sob o General Suharto, encarou a aproxima\u00e7\u00e3o entre T\u00f3quio e Pequim com uma sensa\u00e7\u00e3o de crise, pois o anticomunismo era a base ideol\u00f3gica de seu governo e, assim, prop\u00f4s a forma\u00e7\u00e3o de um arranjo cooperativo entre a Indon\u00e9sia, o Jap\u00e3o e a Austr\u00e1lia. Contudo, o pr\u00f3prio Jap\u00e3o estava dividido sobre como responder \u00e0 oferta de Suharto, pelo fato de existirem duas escolas de pensamento dentro do governo japon\u00eas: a \u201cEscola Tanaka\u201d, liderada pelo Primeiro-Ministro Kakuei Tanaka (1972-1974), defendia que o Jap\u00e3o deveria priorizar o fomento de suas rela\u00e7\u00f5es com a China, enquanto a \u201cEscola Fukuda\u201d, capitaneada pelo Ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros Takeo Fukuda, advogava que o Jap\u00e3o deveria manter rela\u00e7\u00f5es equilibradas com as na\u00e7\u00f5es de sua vizinhan\u00e7a, especialmente as do Sudeste Asi\u00e1tico. Contudo, Tanaka, como Primeiro-Ministro, conseguiu que sua fac\u00e7\u00e3o dentro do Partido Liberal Democrata (LDP) adquirisse supremacia no Parlamento, o que levou facilitou a rejei\u00e7\u00e3o japonesa da proposta da Indon\u00e9sia. Contudo, em 1977, quando Fukuda visitou o Sudeste Asi\u00e1tico j\u00e1 como Primeiro-Ministro (1976-1978), declarou que era o papel do Jap\u00e3o servir de ponte entre as na\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o e outros pa\u00edses, o que ficou conhecido como \u201cDoutrina Fukuda\u201d. Miyagi conclui que a aproxima\u00e7\u00e3o entre Washington e Pequim levou \u00e0 volatiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es internacionais na \u00c1sia e os caminhos perseguidos pela China e pelo Jap\u00e3o no p\u00f3s-Segunda Guerra viriam a mold\u00e1-las at\u00e9 os dias atuais: a China procurou se inserir na comunidade internacional enquanto um ator independente, ao passo que o Jap\u00e3o preferiu buscar a aflu\u00eancia econ\u00f4mica sob o \u201cguarda-chuva financeiro e nuclear dos Estados Unidos\u201d (p. 117).<\/p>\n<p>O principal m\u00e9rito do livro de Miyagi \u00e9 a riqueza de informa\u00e7\u00f5es que traz sobre a Confer\u00eancia de Bandung (1955), realizada por 29 pa\u00edses asi\u00e1ticos e africanos rec\u00e9m-independentes que possu\u00edam o objetivo de fomentar a solidariedade m\u00fatua entre si e de proclamar a sua rejei\u00e7\u00e3o ao colonialismo. Miyagi detalha como o Paquist\u00e3o, a Indon\u00e9sia e Burma consideravam o Jap\u00e3o como \u201co principal ator anticomunista\u201d e o convidaram para a Confer\u00eancia com o intuito de contrabalan\u00e7ar a presen\u00e7a da China de Mao Ts\u00e9-tung, que havia sido convidada pela \u00cdndia. Nos anos 1950, o Jap\u00e3o realizou negocia\u00e7\u00f5es bilaterais sobre as repara\u00e7\u00f5es de guerra com Burma (1954), as Filipinas (1956), a Indon\u00e9sia (1958) e o Vietn\u00e3 do Sul (1959), enquanto o Camboja e o Laos receberam aux\u00edlio financeiro em vez de repara\u00e7\u00f5es. A partir dessas negocia\u00e7\u00f5es, o Jap\u00e3o procurou pagar as repara\u00e7\u00f5es n\u00e3o de forma monet\u00e1ria, mas em servi\u00e7os (ex. fornecimento de produtos, constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura) por meio das empresas japonesas. Enquanto as repara\u00e7\u00f5es levaram a uma normaliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre T\u00f3quio e as na\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, uma grande parte delas regressaria para o Jap\u00e3o por meio das empresas nip\u00f4nicas que participavam dos acordos do governo japon\u00eas com esses pa\u00edses. Fazendo isso, o governo abriu caminho para que as companhias adentrassem nos mercados do Sudeste Asi\u00e1tico a um risco relativamente baixo, com pagamento garantido por ele. Neste contexto, a Indon\u00e9sia desempenhou um papel importante no \u201cavan\u00e7o meridional\u201d do Jap\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao Sudeste Asi\u00e1tico mar\u00edtimo, durante o per\u00edodo da descoloniza\u00e7\u00e3o e da Guerra Fria, quando o Reino Unido e a Holanda deixaram a regi\u00e3o de forma relutante.<\/p>\n<p>O livro de Miyagi tamb\u00e9m possui a qualidade de nos mostrar como o Jap\u00e3o foi capaz de superar as limita\u00e7\u00f5es de suas capacidades militares impostas pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1947 por meio do enfoque no desenvolvimento econ\u00f4mico, que permitiu que se tornasse uma das principais pot\u00eancias regionais. Assim, o pa\u00eds conseguiu desenvolver uma pol\u00edtica externa pr\u00f3pria, que visava a consolida\u00e7\u00e3o da sua presen\u00e7a econ\u00f4mica no continente e a \u201cdespolitiza\u00e7\u00e3o\u201d da \u00c1sia. A estrat\u00e9gia japonesa da \u201cdespolitiza\u00e7\u00e3o\u201d consistia em utilizar a assist\u00eancia ao desenvolvimento para transformar as paix\u00f5es pol\u00edticas em interesses econ\u00f4micos. Isso ocorreu devido \u00e0 capacidade de T\u00f3quio de enxergar para al\u00e9m da superf\u00edcie dos regimes aparentemente pr\u00f3-comunistas, compreendendo-os como regimes fundamentalmente nacionalistas, e tentando gui\u00e1-los para o caminho do \u201cdesenvolvimento econ\u00f4mico est\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>O estudo da diplomacia japonesa do p\u00f3s-guerra tamb\u00e9m permite que fa\u00e7amos uma leitura liberal da estrat\u00e9gia adotada por T\u00f3quio nas suas rela\u00e7\u00f5es com a \u00c1sia. A ideia de que a prosperidade \u00e9 um dos pilares da constru\u00e7\u00e3o da paz no \u00e2mbito internacional possui suas origens nas obras de pensadores como Montesquieu (1689-1755), Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), Adam Smith (1723-1790), Jeremy Bentham (1748-1832) e Richard Cobden (1804-1865). A corrente te\u00f3rica liberal das Rela\u00e7\u00f5es Internacionais defende que a aquisi\u00e7\u00e3o territorial pode prejudicar a habilidade do Estado aumentar a sua riqueza nacional. Dessa forma, os governos calculariam que um sistema comercial internacional aberto permitiria que eles encontrassem um nicho produtivo na estrutura do com\u00e9rcio internacional. \u00c0 medida que a interdepend\u00eancia econ\u00f4mica entre as na\u00e7\u00f5es aumenta, o desenvolvimento econ\u00f4mico por meio do com\u00e9rcio e do investimento estrangeiro torna-se um processo que se retroalimenta e que passa a fazer parte da estrat\u00e9gia do Estado.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1960, o economista japon\u00eas Kaname Akamatsu (1896-1974), cunhou a estrat\u00e9gia japonesa de \u201cmodelo dos gansos voadores\u201d, no qual o Jap\u00e3o atuaria como o \u201cganso l\u00edder\u201d cujo modelo de industrializa\u00e7\u00e3o, baseado na transi\u00e7\u00e3o de modos de produ\u00e7\u00e3o intensivos em trabalho para modos de produ\u00e7\u00e3o intensivos em capital, seria reproduzido pelos outros \u201cgansos\u201d. O modelo nip\u00f4nico de desenvolvimento foi replicado primeiro pelos \u201cTigres Asi\u00e1ticos\u201d (Hong Kong, Coreia do Sul, Cingapura e Taiwan), nos anos 1970, posteriormente pelos \u201cNovos Tigres\u201d (Indon\u00e9sia, Mal\u00e1sia, Filipinas e Tail\u00e2ndia), nos anos 1980, al\u00e9m da pr\u00f3pria China e das chamadas \u201cEconomias Asi\u00e1ticas de Transi\u00e7\u00e3o\u201d (Camboja, Laos e Vietn\u00e3), nos anos 1990.<\/p>\n<p>Assim, a presen\u00e7a econ\u00f4mica japonesa no continente asi\u00e1tico geraria importantes resultados no desenvolvimento e na pacifica\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. Em 1950, o crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) da \u00c1sia era de apenas 2,9%, enquanto em 2008, havia saltado para 5,4%. Durante o mesmo per\u00edodo, observou-se uma queda abrupta de v\u00edtimas em conflitos armados na regi\u00e3o, passando de 732.383 mortes entre 1951 e 1955, para 5.393 mortes entre 2011 e 2015. Ao longo do tempo, cada vez menos guerras civis e internacionais foram deflagradas no continente e os conflitos regionais existentes terminaram ou se tornaram menos violentos. Segundo Brooke N. Coe (2019), o crescimento regional sustentado motivou as na\u00e7\u00f5es do Sudeste Asi\u00e1tico a desenvolverem um ambiente politicamente est\u00e1vel e pac\u00edfico para atrair investidores estrangeiros, ao mesmo tempo que consolidou o princ\u00edpio de <em>n\u00e3o-interfer\u00eancia<\/em> nas suas rela\u00e7\u00f5es, o que levou \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o de conflitos internacionais na vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>Miyagi nos proporciona uma pesquisa ricamente fundamentada em fontes prim\u00e1rias, na sua maioria documentos desclassificados de diversos pa\u00edses, como o Jap\u00e3o, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Austr\u00e1lia. Esse livro muito interessar\u00e1 ao p\u00fablico brasileiro, tanto leigos quanto estudiosos da hist\u00f3ria do Jap\u00e3o e do Sudeste Asi\u00e1tico durante a segunda metade do s\u00e9culo XX, campo nos qual a bibliografia em l\u00edngua portuguesa ainda \u00e9 escassa. Assim, a obra de Miyagi permitir\u00e1 que cada vez mais leitores reflitam sobre o lugar do Jap\u00e3o na hist\u00f3ria moderna da \u00c1sia mar\u00edtima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro Japan\u2019s Quest for Stability in Southeast Asia, de Taizo Miyagi, procura responder \u00e0 quest\u00e3o acerca da forma como a \u00c1sia, um continente moldado por movimentos pr\u00f3-independ\u00eancia, revolu\u00e7\u00f5es e guerras civis durante a Guerra Fria, converteu-se na regi\u00e3o economicamente mais din\u00e2mica do planeta. 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