{"id":12783,"date":"2020-09-30T09:00:35","date_gmt":"2020-09-30T12:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/?page_id=12783"},"modified":"2020-09-29T19:01:19","modified_gmt":"2020-09-29T22:01:19","slug":"traducaoemfoco_licahashimoto_relacionamento_singular","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_licahashimoto_relacionamento_singular\/","title":{"rendered":"Lica Hashimoto &#8211; Um relacionamento singular"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right\"><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco\/\">Tradu\u00e7\u00e3o em Foco<\/a> &gt; Um relacionamento singular<\/h5>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-12787 aligncenter\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02.jpg 2500w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02-280x50.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02-768x137.jpg 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02-1536x275.jpg 1536w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02-2048x366.jpg 2048w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02-340x61.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02-220x39.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02-100x18.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02-130x23.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/banner-site-02-460x82.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A minha rela\u00e7\u00e3o com a literatura e a tradu\u00e7\u00e3o sempre foi especial.<\/p>\n<p>Desde a gradua\u00e7\u00e3o, eu sempre tive muita dificuldade de aprender <em>kanji <\/em>(ideograma) e de assimilar as estruturas da l\u00edngua japonesa de n\u00edvel intermedi\u00e1rio e avan\u00e7ado. A cada semestre, tinha \u00edmpetos de desistir do japon\u00eas e, crises de choro, de n\u00e3o saber o que fazer para n\u00e3o morrer de fome. Muitas vezes, o desespero se intensificava quando eu percebia que os anos da gradua\u00e7\u00e3o n\u00e3o seriam suficientes para eu conseguir um bom trabalho na \u00e1rea. Mas as oportunidades surgem quando paramos de nos comparar com os outros \u2013 no caso, com aqueles que j\u00e1 possu\u00edam profici\u00eancia de ber\u00e7o \u2013 e comecei a prestar aten\u00e7\u00e3o nas minhas necessidades e assumir o papel de protagonista da minha vida. Descobri que a leitura de textos liter\u00e1rios facilitava a memoriza\u00e7\u00e3o dos ideogramas e que, ao tentar ler e entender as hist\u00f3rias, conseguia aprender as estruturas da l\u00edngua de um jeito pr\u00e1tico, eficiente e gostoso. Foi um divisor de \u00e1guas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 280px\"><strong>Minha cabe\u00e7a est\u00e1 um pouco confusa.<\/strong><br \/>\n<strong><em>Minhacabe\u00e7aest\u00e1umpoucoconfusa.<br \/>\n<\/em>Meus pensamentos ecoam de leve na escurid\u00e3o. Meus pensamentos ecoam&#8230;<\/strong><br \/>\n<strong>Mais uma vez respirei profundamente e expulsei da mente as imagens que n\u00e3o faziam sentido. Preciso agir. N\u00e3o \u00e9 mesmo? [&#8230;]<\/strong><br \/>\n<strong>O tempo e o espa\u00e7o se confundem.<\/strong><br \/>\n<strong><em>Otempoeoespa\u00e7oseconfundem.<br \/>\n<\/em>Segui em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 luz.<\/strong><br \/>\n<strong>Na silenciosa escurid\u00e3o prossegui, tateando a parede. Resolvi n\u00e3o pensar em mais nada. Era in\u00fatil ficar pensando. Estava apenas perdendo tempo. Sem pensar em mais nada, concentrei-me em caminhar para a frente. Com aten\u00e7\u00e3o e firmeza.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>[ <\/strong><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips11'>MURAKAMI, H., 2015, p.101-102<\/span> <strong>]<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, fazendo uma retrospectiva da minha carreira de tradutor, posso afirmar, sem nenhum constrangimento, de que o emprego de professora \u00e9 que me proporcionou a oportunidade de n\u00e3o desistir das tradu\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias.<\/p>\n<p>Para aqueles que querem ser tradutores, o meu conselho \u00e9 que entrem nesta \u00e1rea com o p\u00e9 no ch\u00e3o e que n\u00e3o tenham a ilus\u00e3o de que ganhar\u00e3o rios de dinheiro logo de cara. Seja como for, \u00e9 importante reservar algumas horas por dia para se dedicar \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o e, paralelamente, aprender a planejar o tempo, ser organizado e sistematizar o ato tradut\u00f3rio. Por exemplo: fazer um levantamento detalhado e \u2018sincero\u2019 das dificuldades encontradas no texto.<\/p>\n<p>O que me mantinha motivada a manter esta dupla jornada de trabalho, no in\u00edcio da minha carreira, foi utilizar o texto como material para aprender o japon\u00eas. Para n\u00e3o estragar o livro, no come\u00e7o eu costumava tirar uma c\u00f3pia deste e marcava todos os ideogramas que n\u00e3o conseguia ler e, tamb\u00e9m, assinalava a frase ou o enunciado com asterisco. Os primeiros textos eram bem coloridos e repletos de estrelinhas (risos). Com o tempo e a experi\u00eancia, o texto voltou a ser monocrom\u00e1tico e com dois ou tr\u00eas asteriscos a cada cem, duzentas p\u00e1ginas. O importante, portanto, \u00e9 ser perseverante e aprender com cada texto, cada obra. \u00c9 importante que o tempo dedicado \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o se torne um tempo para aprender e aprimorar o japon\u00eas, melhorar o portugu\u00eas e apreciar uma hist\u00f3ria que voc\u00ea, como tradutor, tem o privil\u00e9gio de conhecer em primeira m\u00e3o antes de torn\u00e1-la acess\u00edvel para o p\u00fablico brasileiro. Nunca subestime o poder da tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-12956 aligncenter\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/p-20200922-142524-vhdr-auto-creditado.png\" alt=\"\" width=\"451\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/p-20200922-142524-vhdr-auto-creditado.png 962w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/p-20200922-142524-vhdr-auto-creditado-280x164.png 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/p-20200922-142524-vhdr-auto-creditado-768x451.png 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/p-20200922-142524-vhdr-auto-creditado-340x200.png 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/p-20200922-142524-vhdr-auto-creditado-220x129.png 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/p-20200922-142524-vhdr-auto-creditado-100x59.png 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/p-20200922-142524-vhdr-auto-creditado-130x76.png 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/p-20200922-142524-vhdr-auto-creditado-460x270.png 460w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><\/p>\n<p>Com o tempo, eu criei o meu leitor imagin\u00e1rio e \u00e9 para ele que traduzo. O meu leitor \u00e9 brasileiro, n\u00e3o conhece a l\u00edngua japonesa, n\u00e3o tem contato com japoneses ou descendentes, n\u00e3o frequenta associa\u00e7\u00f5es japonesas, mas respeita a cultura japonesa. \u00c9 um leitor que n\u00e3o tem tempo ou inten\u00e7\u00e3o de estudar japon\u00eas e que, por isso, depende de mim para ler a obra. Este \u00e9 o meu leitor e \u00e9 para ele que imagino escrever.<\/p>\n<p>Estudei Letras Japon\u00eas e Portugu\u00eas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da Universidade de S\u00e3o Paulo e, durante a gradua\u00e7\u00e3o, fui agraciada com uma Bolsa do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o (atual MEXT). Durante um ano e meio, estudei L\u00edngua e Cultura Japonesa na Universidade Waseda em T\u00f3quio. A alegria de ter sido aprovada como bolsista do governo japon\u00eas veio acompanhada de uma dor. Dois meses antes de eu embarcar para o Jap\u00e3o, minha av\u00f3 materna faleceu aos oitenta e seis anos. A motiva\u00e7\u00e3o de eu estudar japon\u00eas era, dentre outras, a de conversar com a minha av\u00f3 em japon\u00eas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s me formar em 1992, trabalhei como tradutora t\u00e9cnica durante dois anos na NEC do Brasil S.A e continuei outros tr\u00eas como aut\u00f4noma. Formei uma cartela de clientes respeit\u00e1veis, mas ap\u00f3s um per\u00edodo de intenso trabalho \u2013 a ponto de me tornar workaholic \u2013 sentia que a motiva\u00e7\u00e3o de outrora deixou de existir. O prazer que eu sentia de traduzir manuais de instru\u00e7\u00f5es, bulas e r\u00f3tulos de rem\u00e9dio, apostilas, artigos cient\u00edficos, normas, treinamentos e c\u00f3digos de conduta, especifica\u00e7\u00f5es de f\u00e1brica deu lugar a uma insond\u00e1vel tristeza e profunda ang\u00fastia de como estava conduzindo a minha vida.<\/p>\n<p>Em 2000, resolvi voltar a estudar. Fiz o mestrado no programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em L\u00edngua, Literatura e Cultura Japonesa e, posteriormente o doutorado em Literatura Brasileira. Atualmente, sou docente de literatura japonesa da USP e traduzi cerca de vinte obras de literatura japonesa, do cl\u00e1ssico ao contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o era uma profiss\u00e3o que permitia eu trabalhar em casa, enquanto meus filhos ainda eram pequenos. Fazia parte da rotina digitar o texto com meu filho no colo, ou ler o texto traduzido embalando minha filha para dormir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 280px\"><strong>Aki estava p\u00e1lida, ainda an\u00eamica. Continuava fazendo transfus\u00f5es. Seus cabelos j\u00e1 tinham ca\u00eddo quase por completo.<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 Voc\u00ea acha que existe um motivo para que uma pessoa morra? \u2013 perguntei.<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 Acho.<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 Se existe um motivo para a morte, por que ent\u00e3o as pessoas tentam evit\u00e1-la?<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 \u00c9 porque n\u00f3s ainda n\u00e3o entendemos direito o que \u00e9 a morte.<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 Voc\u00ea se lembra da vez em que conversamos sobre o reino dos c\u00e9us? Voc\u00ea disse que n\u00e3o acreditava que houvesse um mundo ap\u00f3s a morte, ou um para\u00edso.<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 Lembro.<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 Se existe um sentido para a morte, n\u00e3o seria incoerente negar a exist\u00eancia de um mundo ap\u00f3s ela, ou um para\u00edso?<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 Porque se a morte representa o fim de tudo, e que n\u00e3o existe mais nada depois dela, ent\u00e3o n\u00e3o vejo nenhum sentido em morrer.<\/strong><br \/>\n<strong>Aki olhou para a janela e parecia refletir. A torre branca do Shiroyama aparecia por entre as densas e vi\u00e7osas copas das \u00e1rvores. Alguns milhafes sobrevoavam o castelo.<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 Eu acho que n\u00f3s j\u00e1 temos tudo de que precisamos \u2013 disse ela, depois de um tempo, tentando encontrar as palavras. \u2013 Temos tudo; n\u00e3o nos falta nada. \u00c9 por isso que n\u00e3o vejo sentido em pedir a Deus o que nos falta, ou buscar essas coisas num mundo ap\u00f3s a morte. Afinal de contas, temos tudo aqui. Por isso, acho que o mais importante n\u00e3o \u00e9 pedir, mas saber encontrar o que queremos. \u2013 Ap\u00f3s uma pausa, prosseguiu: \u2013 Acho que o que n\u00e3o existe aqui, ap\u00f3s a morte, continuar\u00e1 a n\u00e3o existir. Somente o que j\u00e1 existe \u00e9 que continuar\u00e1 ap\u00f3s a morte. N\u00e3o sei como explicar isso direito.\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013 Quer dizer que, se eu gosto de voc\u00ea aqui e agora, isso significa que esse sentimento ir\u00e1 se perpetuar para al\u00e9m da morte. \u00c9 isso? \u2013 falei, tentando entender o seu racioc\u00ednio.<\/strong><br \/>\n<strong>\u2013\u00a0 \u00c9 isso \u2013 concordou Aki. \u2013 Era exatamente isso que eu estava tentando dizer. \u00c9 por isso que n\u00e3o h\u00e1 motivos para tristeza ou medo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>[ <\/strong><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips18'>KATAYAMA, 2011, p.98-99<\/span> <strong>]<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_licahashimoto_ideal_e_pratica\/\">&lt;&lt;2. Tradutor liter\u00e1rio no Brasil &#8211; o ideal e a pr\u00e1tica\u00a0<\/a> \u00a0\/\/\u00a0 <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_licahashimoto_licoes_de_vida\/\">4. Li\u00e7\u00f5es de vida &gt;&gt;<\/a><\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: center\">\u00a0<a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_licahashimoto\/\">1<\/a> \u00a0\u30fb <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_licahashimoto_ideal_e_pratica\/\">2 <\/a>\u30fb <strong>[ 3 ]<\/strong> \u30fb <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_licahashimoto_licoes_de_vida\/\">4<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6><span style=\"color: #000000\">*Os usos de imagens e conte\u00fados desta p\u00e1gina s\u00e3o exclusivamente para fins educacionais e de divulga\u00e7\u00e3o de cultura japonesa, sem fins comerciais.<\/span><\/h6>\n<script type=\"text\/javascript\"> toolTips('.classtoolTips11','Murakami, <strong>Haruki<\/strong>. <strong><em>Dance, dance, dance<\/em> [<\/strong>\u300e\u30c0\u30f3\u30b9\uff65\u30c0\u30f3\u30b9\uff65\u30c0\u30f3\u30b9\u300f<strong>Dansu dansu dansu].<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o do japon\u00eas de Neide Hissae Nagae e Lica Hashimoto. Rio de Janeiro: Objetiva (selo Alfaguara), 2015. 496 p.'); <\/script><script type=\"text\/javascript\"> toolTips('.classtoolTips18','<strong>Katayama, Kyoichi<\/strong>. <em>Um grito de amor do centro do mundo<\/em>. \u300e\u4e16\u754c\u306e\u4e2d\u5fc3\u3067\u3001\u611b\u3092\u3055\u3051\u3076, 2001\u300f <em>Sekai no ch\u00fbshin de ai o sakebu<\/em>] Tradu\u00e7\u00e3o de Lica Hashimoto. Rio de Janeiro: Objetiva (selo Alfaguara), 2011. 155 p.'); <\/script><script type=\"text\/javascript\"> toolTips('.classtoolTips76','A palavra <em><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips76'>kami<\/span><\/em> significa \u201cm\u00edstico\u201d, \u201csuperior\u201d, \u201cdivino\u201d, estando normalmente ligada ao poder sagrado ou divino.'); <\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tradu\u00e7\u00e3o em Foco &gt; Um relacionamento singular &nbsp; A minha rela\u00e7\u00e3o com a literatura e a tradu\u00e7\u00e3o sempre foi especial. 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