{"id":15785,"date":"2021-03-03T10:05:43","date_gmt":"2021-03-03T13:05:43","guid":{"rendered":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/?page_id=15785"},"modified":"2021-03-08T09:20:50","modified_gmt":"2021-03-08T12:20:50","slug":"dossie_literatura_feminina_2_revistas_literarias_publicacoes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/dossie_literatura_feminina_2_revistas_literarias_publicacoes\/","title":{"rendered":"2. Revistas Liter\u00e1rias e Publica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/dossie_literario\/\">Dossi\u00ea Liter\u00e1rio<\/a> &gt; <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/dossie_literatura_feminina\/\">Dossi\u00ea Literatura de autoria feminina no Jap\u00e3o moderno<\/a>&gt; 2. Revistas Liter\u00e1rias e Publica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive alignnone wp-image-11642 size-full\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1.png\" alt=\"\" width=\"4032\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1.png 4032w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-280x15.png 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-768x42.png 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-340x19.png 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-220x12.png 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-100x6.png 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-130x7.png 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-460x25.png 460w\" sizes=\"(max-width: 4032px) 100vw, 4032px\" \/><\/p>\n<p>Embora durante o in\u00edcio do per\u00edodo moderno houvesse uma grande preocupa\u00e7\u00e3o do governo, com a constru\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o de uma literatura aut\u00f3ctone nacional, a fim de comprovar uma heran\u00e7a cultural cl\u00e1ssica que representasse uma identidade nacional \u00e0 altura dos pa\u00edses europeus, com um passado cheio de grandes conquistas territoriais e industriais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 200px\">A miss\u00e3o do governo Meiji era modernizar a na\u00e7\u00e3o. Isso significava a n\u00edvel pol\u00edtico o estabelecimento de um poder absolutista e a implanta\u00e7\u00e3o de uma constitui\u00e7\u00e3o; a n\u00edvel econ\u00f4mico, a ado\u00e7\u00e3o do capitalismo e a capta\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias e a n\u00edvel cultural, a introdu\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e a sua aplica\u00e7\u00e3o na forma de tecnologia. (&#8230;)<br \/>\n[&#8230;]<br \/>\nNesse ambiente, foi introduzida a ci\u00eancia moderna. Por\u00e9m, mais do que pela preocupa\u00e7\u00e3o cultural, ela provinha das necessidades militares. Dentro das coordenadas do imperialismo que come\u00e7ava a se delinear na segunda metade do s\u00e9culo, uma na\u00e7\u00e3o para ser livre tinha de ser militarmente forte. Captando essa realidade, o governo Meiji promoveu o fortalecimento das suas for\u00e7as armadas. No in\u00edcio, a pr\u00f3pria industrializa\u00e7\u00e3o era dirigida para fins militares. (&#8230;) S\u00f3 mais tarde \u00e9 que essas ind\u00fastrias seriam privatizadas. Entretanto, os l\u00edderes do imp\u00e9rio nip\u00f4nico sabiam que uma industrializa\u00e7\u00e3o avan\u00e7ada s\u00f3 poderia ser alcan\u00e7ada tendo como base uma ci\u00eancia moderna. (MOTOYAMA, 1994, p. 98 -99)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No af\u00e3 de modernizar-se ou de passar uma imagem moderna aos pa\u00edses com quem travava com\u00e9rcio, o governo japon\u00eas enquanto buscava fortalecer-se militarmente, disseminava por meio do envio de suas artes \u2013 pintura, xilogravura e literatura \u2013 \u00e0 Europa, a imagem de um Jap\u00e3o et\u00e9reo e voltado para a contempla\u00e7\u00e3o da natureza e da religi\u00e3o. Ficando em segundo plano, ou at\u00e9 mesmo apagando um hist\u00f3rico de guerras civis e mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Sob esse enorme esfor\u00e7o de estabelecimento de uma identidade nacional moderna, as primeiras universidades foram formadas, como a Universidade de T\u00f3quio, fundada em 1869, que tinha o seu corpo docente formado apenas por estrangeiros. Como apenas os homens tinham acesso a esses espa\u00e7os, as primeiras escolas liter\u00e1rias formavam-se a partir de grupos ou gr\u00eamios nessas universidades, e tinham acesso a bolsas de estudo para cursarem a gradua\u00e7\u00e3o no exterior. Em contraposi\u00e7\u00e3o a isso, as pol\u00edticas educacionais voltadas para as mulheres tinham como foco a base de um n\u00facleo familiar, onde a forma\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as de uma na\u00e7\u00e3o modelo dependeria da forma\u00e7\u00e3o da m\u00e3e. Foi a partir desse princ\u00edpio que escolas e universidades femininas foram criadas, pensando n\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o da mulher como indiv\u00edduo, mas sim como aquela que transmitiria para outras gera\u00e7\u00f5es o modelo de na\u00e7\u00e3o japonesa tradicional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 200px\">A ideologia da fam\u00edlia de Meiji, incorporada no C\u00f3digo Civil (1898) e expresso no slogan <em>ry\u00f4sai kenbo<\/em> (boa esposa, m\u00e3e s\u00e1bia), codificada nos ideais Neo-Confucionistas de domesticidade feminina, passividade e sacrif\u00edcio, e estendia as pr\u00e1ticas patriarcais dos samurais \u00e0s fam\u00edlias de todas as classes. As limita\u00e7\u00f5es \u00e0 liberdade das mulheres, incluindo a proibi\u00e7\u00e3o de comparecer a reuni\u00f5es p\u00fablicas ou aderir a associa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, refletiam a impot\u00eancia de jure na fam\u00edlia, onde as mulheres n\u00e3o tinham controle sobre a propriedade ou, no div\u00f3rcio, uma reivindica\u00e7\u00e3o sobre seus filhos. No entanto, mesmo no final do s\u00e9culo XIX, as escritoras instru\u00eddas exploraram os limites de seu ambiente dom\u00e9stico, principalmente nas restri\u00e7\u00f5es inerentes ao casamento. As lutas de seus protagonistas refletiam ideais elusivos de romance, de parcerias equitativas na <em>katei <\/em>(casa) e de aspira\u00e7\u00f5es de autonomia feminina, se n\u00e3o de igualdade. (ERICSON, 2000, p.641)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Ericson (2000) uma forma de incentivar o pensamento pol\u00edtico do <em>ry\u00f4sai kenbo<\/em>, foi por meio da cria\u00e7\u00e3o de revistas femininas que transmitiam as regras morais de como a boa esposa e mulher s\u00e1bia deveria agir. Muitas dessas revistas eram organizadas e dirigidas por homens. Segundo Malag\u00f3n (2014) \u201cuma das primeiras publica\u00e7\u00f5es destinadas a elevar o status da mulher na sociedade, estavam fortemente influenciadas por ideais crist\u00e3os, e mais especialmente trazendo a divulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de Meiji de 1889, como a <em>Jogaku Zasshi (Revista da Educa\u00e7\u00e3o da Mulher)\u201d.<\/em> (p.188). Assim, de maneira acess\u00edvel muitas regras morais crist\u00e3s e o ideal de uma mulher submissa e t\u00edmida foram disseminados via literatura de massa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_15831\" style=\"width: 326px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15831\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-15831\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/03-jogaku-zasshi.jpg\" alt=\"\" width=\"316\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/03-jogaku-zasshi.jpg 384w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/03-jogaku-zasshi-280x398.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/03-jogaku-zasshi-340x483.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/03-jogaku-zasshi-220x313.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/03-jogaku-zasshi-100x142.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/03-jogaku-zasshi-130x185.jpg 130w\" sizes=\"(max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><p id=\"caption-attachment-15831\" class=\"wp-caption-text\">Capa da <strong>Jogaku Zasshi<\/strong><br \/>Primeira edi\u00e7\u00e3o de 20 julho 1885.<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Jogaku_zasshi.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikimedia Commons<\/a><\/p>\n<p><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em contraposi\u00e7\u00e3o a esses c\u00f3digos de conduta familiar que eram divulgados pelas revistas para as donas de casa e \u00e0s damas da nova sociedade burguesa que se formava, outro grupo de mulheres que frequentavam escolas de forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e universidades, passaram a criar grupos pol\u00edticos e revistas com vi\u00e9s cr\u00edtico feminista se opondo a esse ideal feminino, com publica\u00e7\u00f5es de tradu\u00e7\u00f5es de grandes obras feministas vindas da Europa, assim como o manifesto marxista russo.<\/p>\n<p>Para Ericson (2000) as mulheres que conseguiram publicar e\/ou participar de publica\u00e7\u00f5es em um momento de grandes mudan\u00e7as sociais, no qual j\u00e1 havia um modelo moral baseado em teorias religiosas, apareceram principalmente ou apenas por causa da tutoria dos homens que deram visibilidade a elas, ou dirigiam o discurso delas. Surgia nesse momento outro paradoxo, enquanto essas mulheres bem formadas buscavam se colocar no mercado de trabalho, com seu pr\u00f3prio discurso, era tamb\u00e9m necess\u00e1rio se manter como modelos de m\u00e3e, esposa e mulher bem vista na sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 200px\">No entanto, esses mentores muitas vezes impunham suas pr\u00f3prias expectativas sobre como uma mulher deveria escrever, e os cr\u00edticos do sexo masculino rotineiramente infligiam estere\u00f3tipos grosseiros de g\u00eanero ao estilo e \u00e0 linguagem de um escritor. (&#8230;) A organiza\u00e7\u00e3o do lar, o trabalho dom\u00e9stico e a socializa\u00e7\u00e3o dos filhos, assim como as oportunidades crescentes de trabalho e educa\u00e7\u00e3o superior, estavam em fluxo e sujeitos a exaustivas, sen\u00e3o, sempre extensas reavalia\u00e7\u00f5es do lugar das mulheres. (ERICSON, 2000, p.641 \u2013 42).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim embora tivessem surgido muitos espa\u00e7os de publica\u00e7\u00e3o sobre a perspectiva feminina, principalmente revistas voltadas a orienta\u00e7\u00f5es sobre o lar e cria\u00e7\u00e3o dos filhos, esse ambiente continuava sendo regulado e mantido pelo discurso masculino. Surgia ent\u00e3o o questionamento: \u201cComo uma mulher poderia viver e como ela poderia escrever?\u201d<\/p>\n<p>Apesar da pol\u00edtica voltada a forma\u00e7\u00e3o moral da mulher, disseminada por revistas populares, houve escritoras que ultrapassaram essas barreiras sociais com ensaios e romances que descreviam a real situa\u00e7\u00e3o feminina na sociedade japonesa. As que puderam publicar suas obras, seguindo sua intui\u00e7\u00e3o e estilo, tinham uma vida financeira est\u00e1vel. A revista liter\u00e1ria com vi\u00e9s feminista mais famosa da \u00e9poca fundada pela estudiosa e feminista Hiratsuka Raich\u00f4 (1886 1971) junto com quatro outras estudantes da Escola Feminina Japonesa, foi a revista <em>Seit\u00f4<\/em> (Meias Azuis) publicada de 1911 a 1916, \u201cexemplificava o desafio direto \u00e0s restri\u00e7\u00f5es da moralidade convencional incorporadas no slogan \u201cNova Mulher\u201d\u201d (ERICSON, 2000, p.643).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_15832\" style=\"width: 327px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15832\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-15832\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/04-1st-issue-of-seito.jpg\" alt=\"\" width=\"317\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/04-1st-issue-of-seito.jpg 353w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/04-1st-issue-of-seito-280x397.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/04-1st-issue-of-seito-340x483.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/04-1st-issue-of-seito-220x312.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/04-1st-issue-of-seito-100x142.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/04-1st-issue-of-seito-130x185.jpg 130w\" sizes=\"(max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/><p id=\"caption-attachment-15832\" class=\"wp-caption-text\">Capa da revista <strong>Seit\u00f4<\/strong>, por Chieko Naganuma (Chieko Takamura)<br \/>Primeira edi\u00e7\u00e3o, de Setembro 1911. Leitura da direita para esquerda<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:1st_Issue_of_Seito.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikimedia Commons<\/a><\/p>\n<p><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na primeira edi\u00e7\u00e3o da revista <em>Seit\u00f4<\/em>, o ensaio de Raich\u00f4, um manifesto a ideia da \u201cNova Mulher\u201d, iniciava-se com a seguinte declara\u00e7\u00e3o \u201cno in\u00edcio, a mulher realmente era o sol &#8230; agora ela se tornou a lua \u2013 brilhando pela luz de outros, dependente de outros para viver, uma lua cujo rosto \u00e9 t\u00e3o p\u00e1lido e p\u00e1lido como a de um inv\u00e1lido\u201d (HIRATSUKA apud ERICSON, 2000, p.643). O objetivo deste ensaio como notamos nitidamente nessa declara\u00e7\u00e3o, foi um chamado \u00e0s mulheres a assumirem seu papel ativo na sociedade e falarem por si mesmas, sem precisar da dire\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o masculina ou do governo. Para Ericson (2000) a revista \u201cSeit\u00f4 iniciou uma s\u00e9rie de debates p\u00fablicos altamente pol\u00eamicos sobre a castidade, o aborto e a prostitui\u00e7\u00e3o\u201d (p.643), o possibilitou o debate desses temas sob uma perspectiva mais livre dos valores morais religiosos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 200px\">A defesa de Raich\u00f4 da \u201cNova Mulher\u201d (1913), publicada em <em>Chu\u00f4 k\u00f4ron<\/em>, abra\u00e7ou, sem reservas, os termos para ela e seu projeto, para libertar as mulheres dos costumes sexistas, do g\u00eanero hip\u00f3crita, ou mesmo da d\u00favida. A nova mulher pode ter sido mais conhecida como uma figura de esc\u00e2ndalo ou objeto de desprezo \u2013 notadamente por educadores renomados como Shimoda Utako (1854 \u2013 1936) e Naruse Jinz\u00f4 (1858 \u2013 1919) \u2013 mas a grande diversidade de perspectivas feministas e estilos liter\u00e1rios em Seito mudou as suposi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de o que uma mulher escreveria ou leria. (ERICSON, 2000, p. 643).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A revista liter\u00e1ria <em>Seit\u00f4<\/em> tornava-se assim um espa\u00e7o n\u00e3o apenas para a apresenta\u00e7\u00e3o de novas autoras, mas tamb\u00e9m como lugar de discuss\u00e3o sobre teorias feministas e maneiras de refletir sobre os valores sociais femininos.<\/p>\n<p>Dentre as escritoras que tiveram obras publicadas nesse per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o social, destacamos:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_15841\" style=\"width: 768px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15841\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-15841\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-prancheta-1.png\" alt=\"\" width=\"758\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-prancheta-1.png 1298w, 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style=\"width: 853px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15842\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-15842\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-02.png\" alt=\"\" width=\"843\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-02.png 1445w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-02-280x149.png 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-02-768x410.png 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-02-340x181.png 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-02-220x117.png 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-02-100x53.png 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-02-130x69.png 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-02-460x245.png 460w\" sizes=\"(max-width: 843px) 100vw, 843px\" \/><p id=\"caption-attachment-15842\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Hideko_Fukuda_cropped.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikimedia Commons<\/a><\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_15843\" style=\"width: 977px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15843\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-15843\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-03.png\" alt=\"\" width=\"967\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-03.png 1656w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-03-280x130.png 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-03-768x358.png 768w, 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img-fluid wp-image-15844\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-04.png\" alt=\"\" width=\"967\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-04.png 1657w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-04-280x130.png 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-04-768x357.png 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-04-1536x715.png 1536w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-04-340x158.png 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-04-220x102.png 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-04-100x47.png 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-04-130x60.png 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-04-460x214.png 460w\" sizes=\"(max-width: 967px) 100vw, 967px\" \/><p id=\"caption-attachment-15844\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:Yuriko_Miyamoto_01.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikimedia Commons<\/a><\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_15881\" style=\"width: 756px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15881\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-15881\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-05c.png\" alt=\"\" width=\"746\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-05c.png 613w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-05c-280x169.png 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-05c-340x205.png 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-05c-220x133.png 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-05c-100x60.png 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-05c-130x78.png 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/escritoras-05c-460x278.png 460w\" sizes=\"(max-width: 746px) 100vw, 746px\" \/><p id=\"caption-attachment-15881\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:YOSANO_Akiko.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wikimedia Commons<\/a><\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nessa pequena mostra das produ\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias do in\u00edcio do s\u00e9culo podemos perceber que as revistas liter\u00e1rias tiveram grande fator de influ\u00eancia para que essas obras pudessem ser publicadas e lidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/dossie_literatura_feminina_1_introducao\/\">&lt;&lt; 1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0\/\/ <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/dossie_literatura_feminina_3_higuchi_ichiyo\/\">3. O caso de Higuchi Ichiy\u00f4 &gt;&gt;\u00a0<\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dossi\u00ea Liter\u00e1rio &gt; Dossi\u00ea Literatura de autoria feminina no Jap\u00e3o moderno&gt; 2. Revistas Liter\u00e1rias e Publica\u00e7\u00f5es Embora durante o in\u00edcio do per\u00edodo moderno houvesse uma grande preocupa\u00e7\u00e3o do governo, com a constru\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o de uma literatura aut\u00f3ctone nacional, a fim de comprovar uma heran\u00e7a cultural cl\u00e1ssica que representasse uma identidade nacional \u00e0 altura dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-15785","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/15785","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15785"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/15785\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15882,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/15785\/revisions\/15882"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}