{"id":16040,"date":"2021-03-25T09:00:07","date_gmt":"2021-03-25T12:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/?page_id=16040"},"modified":"2021-03-24T16:43:19","modified_gmt":"2021-03-24T19:43:19","slug":"traducaoemfoco_thiago_nojiri_paixao_frustracao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_thiago_nojiri_paixao_frustracao\/","title":{"rendered":"Thiago Nojiri &#8211; A paix\u00e3o, a frustra\u00e7\u00e3o, e a paix\u00e3o de novo"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right\"><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco\/\">Tradu\u00e7\u00e3o em Foco<\/a> &gt; A paix\u00e3o, a frustra\u00e7\u00e3o, e a paix\u00e3o de novo<\/h5>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid alignnone wp-image-16043 size-full\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1.jpg\" alt=\"\" width=\"2500\" height=\"510\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1.jpg 2500w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1-280x57.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1-768x157.jpg 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1-1536x313.jpg 1536w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1-2048x418.jpg 2048w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1-340x69.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1-220x45.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1-100x20.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1-130x27.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/banner-site-prancheta-1-460x94.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 2500px) 100vw, 2500px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo depois que voltei para o Brasil, o meu \u201cv\u00edcio\u201d pelos mang\u00e1s continuou firme e forte. Na verdade, mais forte ainda, porque era uma forma de eu matar a saudade do Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Por sorte, na \u00e9poca (cerca de 2005), o acesso \u00e0 internet banda larga j\u00e1 era relativamente difundida e eu podia ler os mang\u00e1s japoneses pela internet (obviamente de forma ilegal) e foi tamb\u00e9m a \u00e9poca que eu mais li mang\u00e1s na minha vida toda, incluindo o per\u00edodo que passei a trabalhar com isso.<\/p>\n<p>Eu lia de forma incans\u00e1vel, como se quisesse preencher uma lacuna. Hoje, depois de adulto, consigo ver que era literalmente isso: uma conex\u00e3o que um adolescente criado no Jap\u00e3o encontrou com o pa\u00eds onde cresceu, pois agora estava em um lugar alien\u00edgena e sem os mesmos amigos de antes.<\/p>\n<p>Li todos os <em>shounens<\/em> cl\u00e1ssicos, li <em>shoujos<\/em>, li autores consagrados como Osamu Tezuka, Shigeru Mizuki e Fujio Fujiko, li obras mais desconhecidas e at\u00e9 question\u00e1veis\u2026 Enfim, foi um per\u00edodo que realmente posso dizer que mergulhei de cabe\u00e7a nesse mundo e que me fez ser um <em>otaku<\/em> de carteirinha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_16045\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16045\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-16045\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-scaled.jpg 2560w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-280x210.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-340x255.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-220x165.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-100x75.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-130x98.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/microsoftteams-image-2-460x345.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><p id=\"caption-attachment-16045\" class=\"wp-caption-text\">Mang\u00e1s da Biblioteca Funda\u00e7\u00e3o Jap\u00e3o. Foto: FJSP<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas com o tempo, naturalmente, o ritmo foi desacelerando, afinal, fui fazendo amizades, encontrando outros hobbies, tinha que estudar para as provas e principalmente para o vestibular. No tempo que entrei para a Faculdade de Direito da PUC-SP, o h\u00e1bito de leitura de mang\u00e1s tinha se tornado apenas casual, onde eu lia apenas as obras que j\u00e1 acompanhava e que n\u00e3o tinham terminado e\/ou obras espor\u00e1dicas que me chamavam aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o quero me alongar muito aqui, mas pelo menos no meu caso, o per\u00edodo entre os dezessete a vinte e poucos anos foram bem turbulentos, no sentido psicol\u00f3gico. Eu acredito que a escolha de uma carreira (leia-se: o curso a prestar na faculdade) \u00e9 algo muito dif\u00edcil para um ser humano t\u00e3o jovem, ao menos eu s\u00f3 escolhi o Direito pela \u201cpromessa de uma carreira est\u00e1vel\u201d. N\u00e3o era exatamente algo que eu tivesse vontade de fazer, s\u00f3 fiz a escolha porque era a hora de faz\u00ea-la.<\/p>\n<p>Infelizmente, essa escolha n\u00e3o saiu do jeito que o jovem Thiago previu e, l\u00e1 pelo seu terceiro ano de faculdade, ele encontraria s\u00e9rias ang\u00fastias quanto ao presente e sobretudo quanto ao futuro.<\/p>\n<p>Foi justamente nessa \u00e9poca, ent\u00e3o, que eu comecei a sondar alternativas de carreiras para al\u00e9m da \u00e1rea jur\u00eddica. Uma amiga minha de classe sugeriu que eu fizesse o exame de profici\u00eancia em l\u00edngua japonesa (JLPT), dizendo que poderia ser \u00fatil ter algo que atestasse o meu conhecimento no idioma e que ele pudesse expandir o meu leque de op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E assim, com o certificado N1 nas m\u00e3os, eu finalmente decidi que iria trancar a faculdade para buscar fazer aquilo que me desse prazer. Ah! Mas antes, uma curiosidade que sempre gosto de contar \u00e9 que, embora o meu n\u00edvel de japon\u00eas tivesse \u201cestacionado\u201d no Ensino Fundamental, eu continuei estudando o idioma por um tempo e, principalmente, a leitura incessante de mang\u00e1s ajudou muito para que eu pudesse evoluir at\u00e9 o n\u00edvel suficiente para passar no N1. Sei que \u00e9 um clich\u00ea e eu mesmo n\u00e3o gosto de recomendar <em>apenas este m\u00e9todo<\/em> de forma isolada, por\u00e9m \u00e9 ineg\u00e1vel que os mang\u00e1s e anim\u00eas s\u00e3o grandes aliados no aprendizado do japon\u00eas.<\/p>\n<p>Bem, voltando: al\u00e9m do meu gosto pelos mang\u00e1s, eu, como um nipo-brasileiro crescido no Jap\u00e3o, tamb\u00e9m sempre tive bastante simpatia e conhecimento sobre a cultura japonesa no geral, desde as mais tradicionais como a cerim\u00f4nia do ch\u00e1, a culin\u00e1ria ou o teatro <em>N\u00f4<\/em>, at\u00e9 as coisas mais recentes, como a imigra\u00e7\u00e3o e o p\u00f3s-Guerra. Diante disso, o meu plano inicial era tentar entrar para a \u00e1rea cultural, onde eu pudesse me valer do meu conhecimento em japon\u00eas fazendo aquilo que eu sempre gostei.<\/p>\n<p>Contudo, (in)felizmente, esse tipo de \u00e1rea era muito mais restrito do que eu imaginava e a atua\u00e7\u00e3o em si costuma ser peri\u00f3dica, geralmente focando em eventos. Por isso, quase que como uma \u00faltima op\u00e7\u00e3o, eu finalmente \u201capelei\u201d para os mang\u00e1s.<\/p>\n<p>Pensei comigo mesmo: \u201ceu sou um <em>otaku<\/em>, amo mang\u00e1s e certamente n\u00e3o estou sozinho nessa; algu\u00e9m no Brasil deve estar traduzindo e lan\u00e7ando oficialmente no Brasil\u201d. Com esse pensamento, eu abri o Google e fui pesquisar o mang\u00e1 que mais tinha me marcado na \u00e9poca: <em>Death Note<\/em>. Para a minha alegria, descobri que <em>Death Note<\/em> j\u00e1 tinha sido lan\u00e7ado no Brasil de forma oficial pela Editora JBC, e no instante seguinte eu estava imprimindo o meu curr\u00edculo para deixar na porta deles.<\/p>\n<p>Alguns meses depois, o respons\u00e1vel pela \u00e1rea de tradu\u00e7\u00e3o na JBC entraria em contato comigo oferecendo a oportunidade de trabalhar com eles, dando in\u00edcio \u00e0 minha carreira no mercado de mang\u00e1s brasileiros em setembro de 2012.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_thiago_nojiri\/\">&lt;&lt; 1. Thiago Nojiri &#8211; O mang\u00e1 como paix\u00e3o; o mang\u00e1 como profiss\u00e3o<\/a>\u00a0 \/\/\u00a0 <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_thiago_nojiri_deconsumidor\/\">3. Do consumidor \u00e0 &#8220;botar a m\u00e3o na massa&#8221; &gt;&gt;<\/a><\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_thiago_nojiri\/\">1\u00a0<\/a>\u30fb\u00a0<strong> [ 2 ]\u00a0<\/strong> \u30fb <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_thiago_nojiri_deconsumidor\/\">3<\/a> \u30fb <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_thiago_nojiri_agora_sim\/\">4<\/a>\u30fb <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_thiago_nojiri_posfacio\/\">5<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">*Os usos de imagens e conte\u00fados desta p\u00e1gina s\u00e3o exclusivamente para fins educacionais e de divulga\u00e7\u00e3o de cultura japonesa, sem fins comerciais.<\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tradu\u00e7\u00e3o em Foco &gt; A paix\u00e3o, a frustra\u00e7\u00e3o, e a paix\u00e3o de novo &nbsp; Mesmo depois que voltei para o Brasil, o meu \u201cv\u00edcio\u201d pelos mang\u00e1s continuou firme e forte. 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