{"id":16605,"date":"2021-05-28T09:00:11","date_gmt":"2021-05-28T12:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/?page_id=16605"},"modified":"2021-05-28T09:44:58","modified_gmt":"2021-05-28T12:44:58","slug":"traducaoemfoco_dirce_miyamura","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_dirce_miyamura\/","title":{"rendered":"Dirce Miyamura &#8211; Tradu\u00e7\u00f5es e Frui\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right\"><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco\/\">Tradu\u00e7\u00e3o em Foco<\/a> &gt; Dirce Miyamura<\/h5>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-16606 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-01.jpg\" alt=\"\" width=\"1201\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-01.jpg 1201w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-01-280x50.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-01-768x137.jpg 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-01-340x61.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-01-220x39.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-01-100x18.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-01-130x23.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-01-460x82.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 1201px) 100vw, 1201px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Pr\u00f3logo: princesas e rob\u00f4s <\/strong><\/h3>\n<p>A minha inf\u00e2ncia foi muito simples, mas tive a sorte de ter um pai que nos proporcionou muita leitura, especialmente de livros e revistas do Jap\u00e3o. As revistas vinham de navio, o que demorava de tr\u00eas a quatro meses para chegar at\u00e9 aqui. Uma edi\u00e7\u00e3o de janeiro, por exemplo, l\u00edamos em abril. Mesmo assim, o gostinho da novidade prevalecia sobre qualquer defasagem temporal e esper\u00e1vamos, \u00e1vidas, pelo dia em que nosso pai trazia aquele pacote embrulhado com o papel da Livraria Sol. Era uma revista para senhoras, para a nossa m\u00e3e, uma revista para meninos, para o nosso irm\u00e3o, uma revista para meninas que compartilhava com a minha irm\u00e3, e uma revista sisuda e s\u00e9ria para o nosso pai. Era o melhor dia do m\u00eas. Era o dia em que fic\u00e1vamos misteriosamente em sil\u00eancio, cada um em seu canto, folheando cada p\u00e1gina dessas revistas que nos traziam tantas novidades e emo\u00e7\u00f5es do outro lado do planeta.<\/p>\n<p>O interessante era que, atrav\u00e9s dessas revistas, entend\u00edamos melhor os nossos pais. Seus sentimentos, seus valores, sua maneira de interpretar a vida vinham n\u00e3o de seus ensinamentos diretamente, mas atrav\u00e9s dessas revistas, que traziam um mundo que era diferente do universo de nosso dia a dia. Essas revistas, percebi muito tempo depois, tinham uma fun\u00e7\u00e3o did\u00e1tica de nos transmitir essa no\u00e7\u00e3o do que seria a cultura japonesa, estrategicamente embalados em forma de divertidos mang\u00e1s. Devia ser c\u00f4modo para o meu pai, que muito provavelmente, sabia que por osmose dessas leituras, muito do que seria a fun\u00e7\u00e3o dele estaria sendo repassado para os filhos. Por isso, aqueles pacotes mensais da Livraria Sol eram m\u00e1gicos. Nosso imagin\u00e1rio ficava animadamente entupido de princesas, generais, ninjas e rob\u00f4s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Xoguns e Saci-Perer\u00ea <\/strong><\/h3>\n<p>Chegou um momento em que meu pai resolveu diversificar nossa leitura para al\u00e9m dos mang\u00e1s. Ele retirou o desenho, deliberadamente, de nosso universo e substituiu por textos longos. Sim, eram os livros que entraram na nossa dieta de leitura. A essa altura, j\u00e1 devidamente alfabetizada nas duas l\u00ednguas, japon\u00eas e portugu\u00eas, era o momento para testar nossa capacidade de interpreta\u00e7\u00e3o de textos. Os livros japoneses eram sobre hist\u00f3ria do Jap\u00e3o, biografias de grandes generais e alguns contos. Os livros brasileiros eram de Monteiro Lobato. Nosso imagin\u00e1rio continuava congestionado e cada vez mais confuso com a conviv\u00eancia entre xoguns e saci-perer\u00ea. Mas a verdade \u00e9 que, com a leitura de textos, nosso imagin\u00e1rio \u00e9 que come\u00e7ou a desenhar as imagens dos personagens hist\u00f3ricos e suas ambienta\u00e7\u00f5es, o que deixava o nosso dia a dia mais instigante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_16607\" style=\"width: 230px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16607\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-16607\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise.jpg\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise.jpg 2210w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise-280x280.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise-768x768.jpg 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise-2048x2048.jpg 2048w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise-340x340.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise-220x220.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise-100x100.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise-130x130.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise-460x460.jpg 460w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/portrait-dirce-miyamura-foto-bruna-luise-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><p id=\"caption-attachment-16607\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Bruna Luise<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #c44100\"><strong>Dirce Miyamura <\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #c44100\">\u00c9 tradutora de l\u00edngua japonesa com atua\u00e7\u00e3o em obras liter\u00e1rias, mang\u00e1 e cinema. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de S\u00e3o Paulo, foi bolsista pela prov\u00edncia de Hokkaido, onde realizou est\u00e1gio t\u00e9cnico em projeto e produ\u00e7\u00e3o de arquitetura comercial e display para espa\u00e7os expositivos. Trabalhou na Funda\u00e7\u00e3o Jap\u00e3o em S\u00e3o Paulo, com tradu\u00e7\u00f5es de textos administrativos. Foi professora de japon\u00eas no SENAC. Atualmente \u00e9 tamb\u00e9m professora de Tai-Chi-Chuan no Centro de Medita\u00e7\u00e3o Fo Guang Shan, em S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_dirce_miyamura_desenterrando_piano\/\">2. Desenterrando as aulas de piano &gt;&gt;<\/a><\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0[ 1 ]<\/strong> \u30fb<a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_dirce_miyamura_desenterrando_piano\/\">2<\/a> \u30fb <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_dirce_miyamura_traducoes_Editoras\/\">3<\/a><\/p>\n<h6 style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">*Os usos de imagens e conte\u00fados desta p\u00e1gina s\u00e3o exclusivamente para fins educacionais e de divulga\u00e7\u00e3o de cultura japonesa, sem fins comerciais.<\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tradu\u00e7\u00e3o em Foco &gt; Dirce Miyamura &nbsp; Pr\u00f3logo: princesas e rob\u00f4s A minha inf\u00e2ncia foi muito simples, mas tive a sorte de ter um pai que nos proporcionou muita leitura, especialmente de livros e revistas do Jap\u00e3o. As revistas vinham de navio, o que demorava de tr\u00eas a quatro meses para chegar at\u00e9 aqui. 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