{"id":16615,"date":"2021-05-28T09:00:21","date_gmt":"2021-05-28T12:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/?page_id=16615"},"modified":"2021-05-27T15:14:06","modified_gmt":"2021-05-27T18:14:06","slug":"traducaoemfoco_dirce_miyamura_desenterrando_piano","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_dirce_miyamura_desenterrando_piano\/","title":{"rendered":"Dirce Miyamura &#8211; Desenterrando as aulas de piano"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: right\"><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco\/\">Tradu\u00e7\u00e3o em Foco<\/a> &gt; Desenterrando as aulas de piano<\/h5>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-16616 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-prancheta-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"246\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-prancheta-1.jpg 1200w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-prancheta-1-280x57.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-prancheta-1-768x157.jpg 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-prancheta-1-340x70.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-prancheta-1-220x45.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-prancheta-1-100x21.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-prancheta-1-130x27.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-site-prancheta-1-460x94.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A minha primeira experi\u00eancia como tradutora profissional se deu com um convite da Editora Melhoramentos para traduzir um livro inusitado. Era um livro sobre as t\u00e9cnicas de piano da consagrada pianista brasileira, Magda Tagliaferro. \u00a0\u201cA Arte Pian\u00edstica de Magda Tagliaferro\u201d foi escrita pela sua aluna japonesa, Asako Tamura e publicada somente no Jap\u00e3o, em 1997. Era inacredit\u00e1vel que Magda Tagliaferro, com toda a sua atua\u00e7\u00e3o internacional, n\u00e3o tivesse um livro em ingl\u00eas, franc\u00eas ou portugu\u00eas, destinado a preservar a sua metodologia pian\u00edstica. O pequeno manual escrito por Tamura acabou se tornando a \u00fanica fonte para se conhecer os princ\u00edpios b\u00e1sicos da metodologia pian\u00edstica de Magda Tagliaferro. A iniciativa da tradu\u00e7\u00e3o partiu do pianista Fabio Caramuru, o \u00faltimo disc\u00edpulo de Magda Tagliaferro. As no\u00e7\u00f5es de piano que tinha aprendido na inf\u00e2ncia, apesar de rudimentares, foram preciosos para este trabalho e se tornou uma li\u00e7\u00e3o fundamental para as tradu\u00e7\u00f5es que se seguiriam a partir de ent\u00e3o: repert\u00f3rio \u00e9 fundamental no processo de tradu\u00e7\u00e3o. E se a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 nova, \u00e9 necess\u00e1ria muita pesquisa para se desenvolver uma tradu\u00e7\u00e3o qualificada.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m da editora Melhoramentos veio uma outra encomenda, desta vez na \u00e1rea de dicion\u00e1rio. \u201cMichaelis Tour Japon\u00eas \u2013 Conversa\u00e7\u00e3o para Viagem\u201d, foi organizado por Antonio Carlos Vilela, e coube a mim fazer a tradu\u00e7\u00e3o para o japon\u00eas das frases mais usuais que um turista brasileiro deveria falar, ou pelo menos arriscar, durante a sua viagem ao Jap\u00e3o. Assino a publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 como tradutora, mas como coautora. O dicion\u00e1rio foi lan\u00e7ado em 2001 e durante muitos anos foi um <em>long-seller<\/em> da editora. Hoje, com as facilidades da internet e at\u00e9 de aparelhos port\u00e1teis de tradu\u00e7\u00e3o creio que este tipo de dicion\u00e1rio de viagem esteja em desuso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>A tradu\u00e7\u00e3o no cinema<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid alignnone wp-image-16631\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-kinoshita-100anos.jpg\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-kinoshita-100anos.jpg 580w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-kinoshita-100anos-280x152.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-kinoshita-100anos-340x185.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-kinoshita-100anos-220x119.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-kinoshita-100anos-100x54.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-kinoshita-100anos-130x71.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-kinoshita-100anos-460x250.jpg 460w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-kinoshita-100anos-850x462.jpg 850w\" sizes=\"(max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid alignnone wp-image-16634\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/slider-mizoguchi-site-fjp-2.png\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/slider-mizoguchi-site-fjp-2.png 580w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/slider-mizoguchi-site-fjp-2-280x152.png 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/slider-mizoguchi-site-fjp-2-340x185.png 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/slider-mizoguchi-site-fjp-2-220x119.png 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/slider-mizoguchi-site-fjp-2-100x54.png 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/slider-mizoguchi-site-fjp-2-130x71.png 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/slider-mizoguchi-site-fjp-2-460x250.png 460w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/slider-mizoguchi-site-fjp-2-850x462.png 850w\" sizes=\"(max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid alignnone wp-image-16632\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-mostra-filmesjap-infato-juvenis.jpg\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-mostra-filmesjap-infato-juvenis.jpg 580w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-mostra-filmesjap-infato-juvenis-280x152.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-mostra-filmesjap-infato-juvenis-340x185.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-mostra-filmesjap-infato-juvenis-220x119.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-mostra-filmesjap-infato-juvenis-100x54.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-mostra-filmesjap-infato-juvenis-130x71.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-mostra-filmesjap-infato-juvenis-460x250.jpg 460w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/banner-mostra-filmesjap-infato-juvenis-850x462.jpg 850w\" sizes=\"(max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1997, surgiu um novo desafio: legendagem de filmes japoneses para o portugu\u00eas. O convite partiu da Funda\u00e7\u00e3o Jap\u00e3o, que todos os anos adquiria novos t\u00edtulos de filmes de longa-metragem para distribui\u00e7\u00e3o pelos seus escrit\u00f3rios no exterior. Aqui, o processo de tradu\u00e7\u00e3o se revelou completamente diferente do que estava familiarizada. H\u00e1 uma norma de legibilidade a ser cumprida na legendagem: duas linhas de 42 caracteres, incluindo os espa\u00e7os, no m\u00e1ximo. E quanto menos, melhor. O desafio \u00e9 conseguir inserir as falas neste padr\u00e3o, de uma forma sint\u00e9tica, sem perder a ess\u00eancia da fala. Muitas vezes \u00e9 preciso comprimir as palavras, procurar um sin\u00f4nimo mais curto. Outro aspecto importante na tradu\u00e7\u00e3o das legendas \u00e9 o senso de <em>timing<\/em>, de quando as palavras devem entrar. Isto para n\u00e3o dar <em>spoiler<\/em> na frase, ou perturbar a sequ\u00eancia da narrativa.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 a quest\u00e3o do estilo de linguagem a ser adotado na legenda. Filmes \u00e9picos ou hist\u00f3ricos requerem uma linguagem mais formal. J\u00e1 um filme sobre jovens requer uma linguagem mais despojada e neste caso, recorremos a g\u00edrias compat\u00edveis com a narrativa original. Temos que estar sempre atualizados com a din\u00e2mica da l\u00edngua falada, pois as g\u00edrias muitas vezes s\u00e3o datadas.<\/p>\n<p>Nossa predile\u00e7\u00e3o pessoal recai sobre os filmes cl\u00e1ssicos. Com o of\u00edcio da tradu\u00e7\u00e3o, assistimos uma cena muitas vezes, para entender o contexto da fala, o seu ritmo e sua din\u00e2mica. \u00c9 comum repetirmos uma passagem 20 a 30 vezes, at\u00e9 acertarmos o comprimento da legenda e o <em>timing<\/em>. Na defini\u00e7\u00e3o do tempo de entrada da legenda, trabalhamos com mil\u00e9simos de segundos. Mesmo assim, depois de todo o trabalho conclu\u00eddo, assistimos novamente o filme por completo, desta vez seguindo unicamente a legenda, que \u00e9 como a maioria do p\u00fablico brasileiro ir\u00e1 assistir. Assim temos a certeza de como a legenda ir\u00e1 contribuir para a compreens\u00e3o do filme, sem, contudo, invadir sua narrativa.<\/p>\n<p>Para a Funda\u00e7\u00e3o Jap\u00e3o realizamos cerca de 30 legendagens de filmes de longa-metragem. Um dos trabalhos marcantes foi para o Ciclo Kenji Mizoguchi, que o Instituto Moreira Salles nos encomendou, com 18 filmes em pel\u00edcula do grande diretor. Foi emocionante rever, agora com os olhos atentos na tradu\u00e7\u00e3o, cl\u00e1ssicos como \u201cA Can\u00e7\u00e3o da Terra Natal\u201d e \u201cOyuki, a Virgem\u201d, que ganharam uma legenda em portugu\u00eas pela primeira vez, ou \u201cA Vingan\u00e7a dos 47 Ronins\u201d, \u201cCris\u00e2ntemos Tardios\u201d, que passaram por uma revis\u00e3o cr\u00edtica.<\/p>\n<p>As distribuidoras brasileiras t\u00eam optado por fazer as tradu\u00e7\u00f5es brasileiras de filmes japoneses a partir de um trabalho j\u00e1 feito, em ingl\u00eas ou franc\u00eas, talvez por comodidade. Vez por outra, surgem frases amb\u00edguas e sem nexo. Nessas horas, somos chamadas para acertar o sentido da frase, como uma esp\u00e9cie de pronto-socorro de tradu\u00e7\u00e3o. Adorar\u00edamos atuar com plenitude tamb\u00e9m para as exibi\u00e7\u00f5es comerciais, pois a legenda \u00e9 o \u00fanico elo do filme com o p\u00fablico que n\u00e3o consegue o idioma que est\u00e1 sendo falado. A compreens\u00e3o do filme \u00e9 totalmente dependente da legenda, nesses casos e claro, o sucesso comercial da exibi\u00e7\u00e3o depende de uma boa tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_dirce_miyamura\/\">&lt;&lt; 1. Dirce Miyamura &#8211; Tradu\u00e7\u00f5es e Frui\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0\/\/\u00a0 <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_dirce_miyamura_traducoes_Editoras\/\">3. Tradu\u00e7\u00f5es para as Editoras &gt;&gt;<\/a><\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: center\"><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_dirce_miyamura\/\">1\u00a0<\/a>\u30fb\u00a0<strong> [ 2 ]\u00a0<\/strong> \u30fb <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_dirce_miyamura_traducoes_Editoras\/\">3<\/a><\/p>\n<h6 style=\"text-align: left\"><span style=\"color: #000000\">*Os usos de imagens e conte\u00fados desta p\u00e1gina s\u00e3o exclusivamente para fins educacionais e de divulga\u00e7\u00e3o de cultura japonesa, sem fins comerciais.<\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tradu\u00e7\u00e3o em Foco &gt; Desenterrando as aulas de piano &nbsp; A minha primeira experi\u00eancia como tradutora profissional se deu com um convite da Editora Melhoramentos para traduzir um livro inusitado. Era um livro sobre as t\u00e9cnicas de piano da consagrada pianista brasileira, Magda Tagliaferro. \u00a0\u201cA Arte Pian\u00edstica de Magda Tagliaferro\u201d foi escrita pela sua aluna [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-16615","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/16615","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16615"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/16615\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16638,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/16615\/revisions\/16638"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16615"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}