{"id":16792,"date":"2021-06-04T09:00:43","date_gmt":"2021-06-04T12:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/?page_id=16792"},"modified":"2021-06-02T16:10:11","modified_gmt":"2021-06-02T19:10:11","slug":"dossie_junichiro_tanizaki_4_palavras_tradutor","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/dossie_junichiro_tanizaki_4_palavras_tradutor\/","title":{"rendered":"4. Palavras do Tradutor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><strong><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/dossie_literario\/\">Dossi\u00ea Liter\u00e1rio<\/a> &gt; <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/dossie_junichiro_tanizaki\/\">Dossi\u00ea Jun&#8217;ichiro Tanizaki<\/a> &gt; 4. Palavras do Tradutor<\/strong><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive alignnone wp-image-11642 size-full\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1.png\" alt=\"\" width=\"4032\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1.png 4032w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-280x15.png 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-768x42.png 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-340x19.png 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-220x12.png 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-100x6.png 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-130x7.png 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/pattern-v1-03-1-460x25.png 460w\" sizes=\"(max-width: 4032px) 100vw, 4032px\" \/><\/p>\n<h3><strong>ANDREI CUNHA<\/strong><\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid alignleft wp-image-16794\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/profile-foto-andrei.jpeg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/profile-foto-andrei.jpeg 705w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/profile-foto-andrei-280x280.jpeg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/profile-foto-andrei-340x340.jpeg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/profile-foto-andrei-220x220.jpeg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/profile-foto-andrei-100x100.jpeg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/profile-foto-andrei-130x130.jpeg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/profile-foto-andrei-460x461.jpeg 460w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/profile-foto-andrei-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 tradutor liter\u00e1rio de japon\u00eas e professor de L\u00edngua e Literatura Japonesa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. fez gradua\u00e7\u00e3o e mestrado na Universidade de Hitotsubashi, em T\u00f3quio, no Jap\u00e3o, onde viveu de 1994 a 2001. Traduziu <em>A gata, um homem e duas mulheres<\/em>\u00a0(2016) e <em>A ponte flutuante dos sonhos<\/em><strong>\u00a0<\/strong>(2019), de Jun\u2019ichiro Tanizaki. Participou do projeto <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/traducaoemfoco_andrei_cunha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tradu\u00e7\u00e3o em Foco<\/a>, com texto sobre tradu\u00e7\u00e3o po\u00e9tica japonesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tanizaki, uma polifonia sensorial<\/strong><\/p>\n<p>Traduzir\u00a0Tanizaki\u00a0\u00e9 um imenso prazer. Sempre que abro uma p\u00e1gina a esmo de uma obra dele, sinto a mesma admira\u00e7\u00e3o: \u00e9 um texto elegante, culto, orgulhoso de seu brilho, com uma superf\u00edcie clara e precisa. Mas a apar\u00eancia de clareza encerra camadas subterr\u00e2neas:\u00a0Tanizaki\u00a0usava a\u00a0intertextualidade como uma\u00a0ferramenta de caracteriza\u00e7\u00e3o de personagens e de lugares. Ele era tamb\u00e9m um mestre do n\u00e3o dito, e muitas das suas hist\u00f3rias nos deixam com a impress\u00e3o de que o mais importante precisa ser adivinhado, um pouco como no Machado de Assis contista. Os seus narradores s\u00e3o pouco confi\u00e1veis, e somos obrigados a ler nas entrelinhas aquilo que \u00e9 \u201cmentira\u201d dentro da \u201cverdade\u201d da hist\u00f3ria. Al\u00e9m disso,\u00a0Tanizaki\u00a0dominava como poucos aquilo que Bakhtin chamava de \u201ca polifonia do romance\u201d. Um \u00fanico par\u00e1grafo pode nos levar para dentro do mon\u00f3logo interior de mais de uma personagem, com o narrador onisciente fazendo as vezes de um ventr\u00edloquo do discurso indireto livre. Essas passagens s\u00e3o especialmente dif\u00edceis de traduzir, pois a l\u00edngua japonesa,\u00a0no quesito \u201csujeito da frase\u201d,\u00a0consegue ser bem mais amb\u00edgua que o nosso portugu\u00eas&#8230;<\/p>\n<p>Eu traduzi tr\u00eas novelas de\u00a0Tanizaki\u00a0para a editora Esta\u00e7\u00e3o Liberdade. A primeira foi\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estacaoliberdade.com.br\/livraria\/tanizaki-junichiro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>A gata, um homem e duas mulheres<\/strong><\/a>\u00a0(2016), cujo processo de\u00a0tradu\u00e7\u00e3o\u00a0foi \u00fanico: minha colega\u00a0Tomoko\u00a0Gaudioso\u00a0leu o livro em aula com um grupo de alunos,\u00a0que\u00a0depois\u00a0trabalhou\u00a0comigo na tradu\u00e7\u00e3o. Nada ficou sem discuss\u00e3o: cada frase foi dissecada exaustivamente em nossas reuni\u00f5es, com interven\u00e7\u00e3o ativa de todos. Gosto muito do estilo que conseguimos dar ao texto final\u00a0\u2014\u00a0charmoso, c\u00f4mico e comovente, com forte caracteriza\u00e7\u00e3o das personagens. \u00c9 muito raro encontrar esse tipo de tradu\u00e7\u00e3o coletiva no mundo editorial no Brasil. Acho que devia haver mais livros traduzidos em grupo, pois o tradutor, figura normalmente solit\u00e1ria, pode tamb\u00e9m brilhar muito em equipe.<\/p>\n<p>Esse mesmo grupo de alunas realizou, comigo, uma leitura conjunta da edi\u00e7\u00e3o portuguesa de\u00a0<strong>O Romance do\u00a0Genji<\/strong>, um projeto que durou dois anos e rendeu uma tradu\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo 34 (\u201cOs jovens brotos\u201d)\u00a0da obra de\u00a0Murasaki\u00a0Shikibu, publicado na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.notadotradutor.com\/revista5.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Nota do Tradutor<\/strong><\/a>\u00a0em 2012 (link abaixo). Todo esse trabalho de leitura e an\u00e1lise veio muito a calhar quando traduzimos, desta vez em trio, a novela\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.estacaoliberdade.com.br\/livraria\/tanizaki-junichiro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A ponte flutuante dos sonhos<\/a>\u00a0<\/strong>(2019), obra que\u00a0Tanizaki\u00a0escreveu ap\u00f3s terminar a sua tradu\u00e7\u00e3o para o japon\u00eas moderno de\u00a0<strong>O Romance do\u00a0Genji<\/strong>.\u00a0A\u00a0\u201cponte\u00a0flutuante dos\u00a0sonhos\u201d\u00a0que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e0 novela \u00e9 o nome do \u00faltimo cap\u00edtulo\u00a0do\u00a0<strong>Genji<\/strong>. O texto\u00a0de\u00a0Tanizaki\u00a0demonstra um impressionante poder de s\u00edntese de\u00a0diversos\u00a0temas\u00a0que ele foi buscar\u00a0no texto da Antiguidade.<\/p>\n<p><strong>A ponte flutuante dos sonhos<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>tem in\u00fameros elementos autobiogr\u00e1ficos: a propriedade em que o narrador vive \u00e9 muito semelhante \u00e0 resid\u00eancia de\u00a0Tanizaki\u00a0em\u00a0Quioto\u00a0(que hoje \u00e9 um museu). A esposa de\u00a0Tanizaki\u00a0foi obrigada a fazer um aborto nessa mesma \u00e9poca, e uma das explica\u00e7\u00f5es propostas pelos estudiosos da sua vida \u00e9 de que foi\u00a0Tanizaki\u00a0que decidiu que ela n\u00e3o teria filhos, pois\u00a0ele\u00a0desejava t\u00ea-la apenas para si. O fantasma desse filho que ele n\u00e3o teve \u2014 ou n\u00e3o quis ter \u2014 assombra seus di\u00e1rios da \u00e9poca, e pode ter sido transfigurado para a narrativa na forma do irm\u00e3o que o narrador perdeu.<\/p>\n<p>Nosso trio de tradutores tamb\u00e9m traduziu, na mesma \u00e9poca, a novela\u00a0<strong>Retrato de\u00a0Shunkin<\/strong>, que foi publicada pela Esta\u00e7\u00e3o Liberdade junto com\u00a0<strong>A ponte flutuante dos sonhos<\/strong>.\u00a0<strong>Retrato de\u00a0Shunkin\u00a0<\/strong>\u00e9\u00a0uma medita\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica sobre a verdadeira natureza do \u00eaxtase; como em outros textos do mesmo autor, a figura do artista e a figura do cego s\u00e3o postas lado a lado como diferentes faces da comunh\u00e3o com a ess\u00eancia do belo. Na tradi\u00e7\u00e3o japonesa, o m\u00fasico ou poeta cego tem lugar de destaque, em especial os monges-bardos\u00a0que criaram a vasta\u00a0<strong>Hist\u00f3ria dos\u00a0Heike\u00a0<\/strong>(\u00e9pico do\u00a0s\u00e9culo XIV).\u00a0Tanizaki\u00a0retoma esse elemento hist\u00f3rico e o recria \u00e0 sua maneira, dando \u00eanfase a uma esp\u00e9cie de sensorialismo que vai al\u00e9m do er\u00f3tico, sugerindo que o est\u00edmulo intenso dos sentidos levaria a uma esp\u00e9cie de contato direto com verdades absolutas, de dif\u00edcil compreens\u00e3o para os que veem.<\/p>\n<p>Muitas hist\u00f3rias de\u00a0Tanizaki\u00a0prop\u00f5em uma idealiza\u00e7\u00e3o da figura do artista, atr\u00e1s da qual \u00e9 poss\u00edvel entrever\u00a0o\u00a0pr\u00f3prio\u00a0escritor, na maneira estilizada como ele gostaria de ser visto pelo mundo. Na sua concep\u00e7\u00e3o, digamos, decadentista, o\u00a0autor\u00a0tem permiss\u00e3o para\u00a0se entregar ao hedonismo, para embriagar os pr\u00f3prios sentidos com os est\u00edmulos sensoriais da natureza, do\u00a0er\u00f3tico, do luxo e da arte. O Jap\u00e3o de\u00a0Tanizaki\u00a0est\u00e1 repleto de esp\u00edritos, textos antigos e fantasmas, que muitas vezes s\u00e3o mesmo capazes de ditar as a\u00e7\u00f5es das personagens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>OBRAS TRADUZIDAS<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Cem poemas de cem poetas &#8211; a mais querida antologia po\u00e9tica do Jap\u00e3o.<\/strong> Porto Alegre: Besti\u00e1rio, 2019. 266 p.<\/p>\n<p>INOUE, Yasushi. <strong>O Castelo de Yodo.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Esta\u00e7\u00e3o Liberdade, 2013.<\/p>\n<p>MURASAKI, Shikibu. <strong><a href=\"https:\/\/www.notadotradutor.com\/revista5.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Romance do Genji \u2014 Livro XXXIV<\/a>:<\/strong> Os Jovens Brotos. Tradu\u00e7\u00e3o de Andrei Cunha, Maria Lu\u00edsa Vanik, L\u00eddia Ivasa e Clicie Ara\u00fajo. (n.t.) revista liter\u00e1ria em tradu\u00e7\u00e3o, v. 5, p. 336\u2013358, 2012.<\/p>\n<p>NAGAI, Kafu. <strong>Guerra de Gueixas.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Esta\u00e7\u00e3o Liberdade, 2016.<\/p>\n<p>NAGAI, Kafu. <strong>Hist\u00f3rias da Outra Margem. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Esta\u00e7\u00e3o Liberdade, 2013.<\/p>\n<p><strong>Poemas do Jap\u00e3o antigo: <\/strong>sele\u00e7\u00f5es do Kokin\u2019wakash\u00fb. Porto Alegre: Besti\u00e1rio, 2020.<\/p>\n<p>SEI, Sh\u00f4nagon. <strong>O Livro de Travesseiro.<\/strong> Porto Alegre: Escritos, 2008.<\/p>\n<p><strong>SHIKI, inventor do <span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips69'>haicai<\/span> moderno.<\/strong> Porto Alegre: Besti\u00e1rio, 2021.<\/p>\n<p>TANIZAKI, Jun&#8217;ichiro. <strong>A Ponte Flutuante dos Sonhos seguido de Retrato de Shunkin.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Andrei Cunha, Ariel Oliveira e L\u00eddia Ivasa. S\u00e3o Paulo: Esta\u00e7\u00e3o Liberdade, 2019. 160 p.<\/p>\n<p>TANIZAKI, Jun&#8217;ichiro. A <strong>Gata, um Homem e duas Mulheres, seguido de O Cortador de Juncos.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Esta\u00e7\u00e3o Liberdade, 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>* \u00a0Agradecimento especial ao Prof. Dr. Andrei Cunha, pela valiosa colabora\u00e7\u00e3o de sempre!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/dossie_junichiro_tanizaki_3_destaques\/\">&lt;&lt; 3. Destaques<\/a> \/\/ <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/dossie_junichiro_tanizaki\/\">Dossi\u00ea Jun&#8217;ichiro Tanizaki<\/a><\/strong><strong>\u00a0&gt;&gt;\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<script type=\"text\/javascript\"> toolTips('.classtoolTips69','<span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\"><strong><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips69'>haicai<\/span><\/strong>\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\">(tamb\u00e9m\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\"><strong><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips70'>haikai<\/span><\/strong>\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\">ou\u00a0<\/span><\/span><strong><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2 SCXW9938904 BCX0\">hai-kai<\/span><\/span><\/strong><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\">). Do franc\u00eas\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><em><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2 SCXW9938904 BCX0\">ha\u00efka\u00ef<\/span><\/em><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\">.\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\">Palavra que, em portugu\u00eas, usamos para designar o<em>\u00a0<\/em><\/span><\/span><em><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2 SCXW9938904 BCX0\"><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips72'>haiku<\/span><\/span><\/span><\/em><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\"><em>\u00a0<\/em>e o\u00a0<\/span><\/span><em><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2 SCXW9938904 BCX0\"><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips73'>hokku<\/span><\/span><\/span><\/em><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\">. Designa ainda a poesia brasileira inspirada no estilo\u00a0<\/span><\/span><em><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\"><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips70'>haikai<\/span><\/span><\/span><\/em><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\">\u00a0ou ainda na forma\u00a0<\/span><\/span><em><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2 SCXW9938904 BCX0\"><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips72'>haiku<\/span><\/span><\/span><\/em><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\">. Voc\u00e1bulo adotado pela comunidade nipo-brasileira como tradu\u00e7\u00e3o da palavra japonesa\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun SCXW9938904 BCX0\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><em><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2 SCXW9938904 BCX0\"><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips72'>haiku<\/span><\/span><\/em><span class=\"NormalTextRun SCXW9938904 BCX0\">.<\/span><\/span><span class=\"EOP SCXW9938904 BCX0\" data-ccp-props=\"{&quot;134233279&quot;:true,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:1,&quot;335551620&quot;:1,&quot;335559731&quot;:284,&quot;335559739&quot;:0,&quot;335559740&quot;:240}\">\u00a0<\/span>'); <\/script><script type=\"text\/javascript\"> toolTips('.classtoolTips77','<span class=\"TextRun  BCX0 SCXW127757320\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun  BCX0 SCXW127757320\"><em>Lato sensu<\/em>,\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun  BCX0 SCXW127757320\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun  BCX0 SCXW127757320\">\u201cpoesia em japon\u00eas\u201d.\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun  BCX0 SCXW127757320\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun  BCX0 SCXW127757320\"><em>Stricto sensu<\/em>,\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun  BCX0 SCXW127757320\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun  BCX0 SCXW127757320\">o mesmo que\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun  BCX0 SCXW127757320\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><em><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2  BCX0 DefaultHighlightTransition SCXW127757320\"><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips75'>tanka<\/span><\/span><\/em><span class=\"NormalTextRun  BCX0 SCXW127757320\">.<\/span><\/span>'); <\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dossi\u00ea Liter\u00e1rio &gt; Dossi\u00ea Jun&#8217;ichiro Tanizaki &gt; 4. Palavras do Tradutor ANDREI CUNHA &nbsp; \u00c9 tradutor liter\u00e1rio de japon\u00eas e professor de L\u00edngua e Literatura Japonesa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. fez gradua\u00e7\u00e3o e mestrado na Universidade de Hitotsubashi, em T\u00f3quio, no Jap\u00e3o, onde viveu de 1994 a 2001. Traduziu A gata, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":34,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"class_list":["post-16792","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/16792","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/34"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16792"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/16792\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16800,"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/16792\/revisions\/16800"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16792"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}