{"id":20902,"date":"2022-04-13T17:08:59","date_gmt":"2022-04-13T20:08:59","guid":{"rendered":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/?page_id=20902"},"modified":"2022-04-13T19:07:29","modified_gmt":"2022-04-13T22:07:29","slug":"wagei-rakugo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wagei-rakugo\/","title":{"rendered":"RAKUGO"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-20924 aligncenter\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/banner-ramune-site.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/banner-ramune-site.jpg 1920w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/banner-ramune-site-280x158.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/banner-ramune-site-768x432.jpg 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/banner-ramune-site-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/banner-ramune-site-340x191.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/banner-ramune-site-220x124.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/banner-ramune-site-100x56.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/banner-ramune-site-130x73.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/banner-ramune-site-460x259.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta primeira edi\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/agenda\/wagei\/\"><span style=\"color: #339966;\"><strong>\u201cWAGEI, a arte da express\u00e3o verbal\u201d<\/strong><\/span><\/a>, trazemos a tradicional arte do <em><strong>RAKUGO<\/strong><\/em>, com a <strong>Ramune<\/strong>, uma <em>Rakugo-ka<\/em> (contadora de hist\u00f3ria) nipo-brasileira que atua no Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Ramune introduz, de forma divertida, o universo tradicional do Rakugo atrav\u00e9s de sua perspectiva singular, que valoriza sua identidade cultural como nipo-brasileira.<\/p>\n<p>Ela incorpora elementos \u00fanicos, como o idioma portugu\u00eas e ingl\u00eas, ao repert\u00f3rio\u00a0 cl\u00e1ssico em japon\u00eas, como o <strong>\u201cJugemu<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Suas inusitadas e c\u00f4micas experi\u00eancias vividas diante das dificuldades no idioma japon\u00eas durante sua inf\u00e2ncia tamb\u00e9m s\u00e3o tema do <strong>\u201cMakura\u201d<\/strong>, uma pequena introdu\u00e7\u00e3o realizada pela contadora antes da segunda hist\u00f3ria, tamb\u00e9m cl\u00e1ssica <strong>\u201cManju Kowai\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es estar\u00e3o dispon\u00edveis no canal do YouTube da Funda\u00e7\u00e3o Jap\u00e3o em S\u00e3o Paulo: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/Funda\u00e7\u00e3oJap\u00e3oemS\u00e3oPaulo\">https:\/\/www.youtube.com\/c\/Funda\u00e7\u00e3oJap\u00e3oemS\u00e3oPaulo<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong><em>RAKUGO<\/em><\/strong><\/h4>\n<p><strong>Suscitar o riso com hist\u00f3rias engra\u00e7adas e interessantes \u2013 <em>Otoshibanashi <\/em>(anedotas)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-20909 aligncenter\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1857071-s.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1857071-s.jpg 640w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1857071-s-280x210.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1857071-s-340x255.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1857071-s-220x165.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1857071-s-100x75.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1857071-s-130x98.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/1857071-s-460x345.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A arte narrativa RAKUGO consiste na interpreta\u00e7\u00e3o solo de um narrador que o faz sentado, contando hist\u00f3rias hil\u00e1rias ou tocantes do comportamento humano. Essencialmente, as narrativas se desenrolam com base nos di\u00e1logos dos personagens. Usualmente, o narrador faz uso apenas de um leque e uma toalhinha, e as gesticula\u00e7\u00f5es para interpretar diferentemente cada um dos pap\u00e9is.<\/p>\n<p>As hist\u00f3rias tem sempre um desfecho inusitado e esdr\u00faxulo, chamados de \u201c<em>ochi<\/em>\u201d ou \u201c<em>sage<\/em>\u201d. Diz-se que a origem da denomina\u00e7\u00e3o RAKUGO \u00e9 literal da jun\u00e7\u00e3o dos ideogramas \u201c<em>otosu<\/em> \u2013 fazer cair\u201d, e \u201c<em>hanashi<\/em> \u2013 hist\u00f3ria\/conto\u201d, literalmente hist\u00f3rias para fazer cair (&#8230;de rir\/chorar\/emo\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p><em>RAKUGO<\/em> tamb\u00e9m \u00e9, por vezes, chamado de <em>HANASHI<\/em>, sendo que aqueles que o fazem s\u00e3o chamados de <em>HANASHI-KA<\/em> (lit.: contador de hist\u00f3rias).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>WAGEI, a arte da narrativa popular que se tornou pr\u00f3spera na Era Edo <\/strong><\/h4>\n<p>As hist\u00f3rias hilariantes apreciadas pela alta sociedade, incluindo samurais e nobres, a partir de meados da Era Edo, tamb\u00e9m caiu no gosto popular dos cidad\u00e3os comuns.<\/p>\n<p>Nas grandes cidades como Edo e Osaka, surgiram diversos teatros de variedades, muito pr\u00f3ximos de como s\u00e3o os atuais, os chamados \u201c<em>Yose<\/em>\u201d, originando o of\u00edcio especializado da arte de narrar. No decorrer, a intera\u00e7\u00e3o com o universo de outras artes, como encena\u00e7\u00e3o e m\u00fasica, ampliou imensamente o repert\u00f3rio e, assim, deixou de ser apenas a arte das narrativas de hist\u00f3rias c\u00f4micas, tornando-se uma arte mais amplamente abrangente.<\/p>\n<p>Com a Restaura\u00e7\u00e3o Meiji repercutindo sob influ\u00eancia de novos tipos de m\u00eddia, como publica\u00e7\u00f5es, discos e transmiss\u00f5es, a arte do <strong>RAKUGO<\/strong> continuou evoluindo e atualmente representa o g\u00eanero <strong>WAGEI<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-20910 aligncenter\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/sanu2019yutei-encho.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/sanu2019yutei-encho.jpg 640w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/sanu2019yutei-encho-280x272.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/sanu2019yutei-encho-340x330.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/sanu2019yutei-encho-220x214.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/sanu2019yutei-encho-100x97.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/sanu2019yutei-encho-130x126.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/sanu2019yutei-encho-460x447.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Peculiaridades desta arte<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Composi\u00e7\u00e3o<em>: MAKURA<\/em> (pre\u00e2mbulo) + <em>HONDAI <\/em>(tema principal) + <em>SAGE<\/em> (desfecho)<\/strong><\/p>\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o do RAKUGO, costuma-se iniciar com uma conversa sobre o cotidiano ou algum causo relacionado ao tema principal, sendo esta parte denominada <em>MAKURA<\/em>. Ao final da narrativa principal, h\u00e1 o desfecho denominado \u201c<em>OCHI<\/em>\u201d, tamb\u00e9m chamado de \u201c<em>SAGE<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Usualmente, no <em>RAKUGO<\/em> n\u00e3o se entra no tema principal de s\u00fabito, mas se inicia com uma conversa sobre o cotidiano ou uma anedota relacionada ao tema principal, A esta parte, chamamos de <em>MAKURA<\/em> (lit.: travesseiro\/cabeceira), porque \u201cencabe\u00e7a\u201d a performance de <em>RAKUGO<\/em>. Nos poemas (<em><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips77'>waka<\/span>)<\/em> tamb\u00e9m se faz uso do chamado \u201c<em>MAKURA KOTOBA<\/em>\u201d, na mesma linha de pensamento, e \u00e9 dito que foi esta a origem da denomina\u00e7\u00e3o. A fun\u00e7\u00e3o do <em>MAKURA<\/em> \u00e9 conduzir a audi\u00eancia naturalmente para dentro do universo <em>RAKUGO<\/em>. Normalmente os teatros <em>YOSE<\/em> n\u00e3o costumam divulgar o repert\u00f3rio com anteced\u00eancia. O motivo disso \u00e9 que os pr\u00f3prios <em>RAKUGO-KA<\/em> (artistas narradores), a partir do <em>MAKURA<\/em>, tentam captar o clima da plateia atrav\u00e9s das rea\u00e7\u00f5es iniciais, para ent\u00e3o apresentar o tema que mais se adequa \u00e0quela audi\u00eancia. Antigamente, chamavam esta parte introdut\u00f3ria de \u201cinterfer\u00eancia\u201d, ou mesmo \u201ccolocar obst\u00e1culos\u201d&#8230; \u00e9 um artif\u00edcio importante para o desenrolar da narrativa e seu desfecho. Atualmente, tem se utilizado, tamb\u00e9m, termos dif\u00edceis, como <em>MAKURA<\/em>, para sutilmente fazer a explica\u00e7\u00e3o do mesmo.<\/p>\n<p>Ao final da narrativa, h\u00e1 sempre o \u201c<em>OCHI<\/em>\u201d ou o \u201c<em>SAGE<\/em>\u201d, o desfecho com uma piada, um trocadilho ou uma gracinha. Os termos \u201c\u30aa\u30c1\u2010<em>OCHI<\/em>\u201d e \u201c\u30b5\u30b2\u2010<em>SAGE<\/em>\u201d, apesar de terem o ideograma, s\u00e3o escritos em katakana na maioria das vezes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid aligncenter wp-image-20912\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rakugo-sanmafestival.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rakugo-sanmafestival.jpg 2048w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rakugo-sanmafestival-280x210.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rakugo-sanmafestival-768x576.jpg 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rakugo-sanmafestival-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rakugo-sanmafestival-340x255.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rakugo-sanmafestival-220x165.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rakugo-sanmafestival-100x75.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rakugo-sanmafestival-130x98.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rakugo-sanmafestival-460x345.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>As descri\u00e7\u00f5es e o desenrolar da narrativa atrav\u00e9s da composi\u00e7\u00e3o dos di\u00e1logos <\/strong><\/h4>\n<p>Na maioria das vezes, o\/a HANASHI-KA (contador\/a) vai narrando a hist\u00f3ria e, ao mesmo tempo, segue interpretando cada um dos personagens que surgem no desenrolar da narrativa.<\/p>\n<p>RAKUGO \u00e9 uma arte narrativa perform\u00e1tica que se desenvolve e se desenrola com base nos di\u00e1logos das hist\u00f3rias, interpretado com a ajuda de gesticula\u00e7\u00f5es e m\u00edmicas. Em contrapartida, no caso de <em>K\u014cDAN<\/em>, \u00e9 a arte da narrativa explicativa na qual se faz a leitura das hist\u00f3rias, em tom explanativo.<\/p>\n<p>Por exemplo, na narrativa <em>K\u014cDAN<\/em>:<\/p>\n<p>\u201cAo olhar bem \u00e0 frente do caminho, avista-se algo branco parece balou\u00e7ar. O Kumagoro bate no ombro de Hachigoro&#8230; &#8211;<em>Olhe l\u00e1 adiante<\/em>! &#8230; e apontou seu dedo na dire\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 na narrativa <em>RAKUGO,<\/em> a interpreta\u00e7\u00e3o seria:<\/p>\n<p>\u201c<em>Olhe l\u00e1 Hatsuan<\/em>! (cutuca o ombro de Hachigoro e aponta ao longe)&#8230; Voc\u00ea \u2018t\u00e1\u2019 vendo um neg\u00f3cio branco balan\u00e7ando l\u00e1?&#8230;\u201d<\/p>\n<p>\u201cAhh (responde olhando ao longe)&#8230; o que ser\u00e1?\u201d<\/p>\n<p>Entretanto, h\u00e1 muitas ocasi\u00f5es no <em>RAKUGO<\/em> em que se faz uso de narrativa com tom explicativo, para provocar um clima de tens\u00e3o e expectativa na audi\u00eancia, agregando varia\u00e7\u00f5es na interpreta\u00e7\u00e3o. Existe tamb\u00e9m o <em>RAKUGO<\/em> denominado <em>JIBANASHI<\/em>, que consiste em narrativa desenvolvida quase toda em tom explanativo. \u2018JI\u2019 \u00e9 um termo que faz refer\u00eancia ao texto explicativo, uma distin\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parte do di\u00e1logo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Descri\u00e7\u00e3o distinta dos pap\u00e9is<em> KAMITE<\/em> e <em>SHIMOTE<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Visto da plateia, o lado direito do palco \u00e9 denominado <em>KAMITE <\/em>e o lado esquerdo <em>SHIMOTE<\/em>. No teatro cl\u00e1ssico Kabuki, quando se faz a composi\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio de uma casa, o hall de entrada fica sempre no <em>SHIMOTE<\/em> e o <em>KAMITE<\/em> fica ao fundo da sala. No <em>RAKUGO<\/em>, adotou-se os mesmos par\u00e2metros de composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em uma cena em que o personagem adentra na casa, o <em>RAKUGO-KA<\/em> volta-se para a dire\u00e7\u00e3o do <em>SHIMOTE<\/em>, ou seja, o lado direito do palco visto pela plateia, gesticulando que est\u00e1 abrindo a porta. Em contrapartida, quando encena sair de dentro da casa, vira-se em dire\u00e7\u00e3o ao lado esquerdo, que \u00e9 o <em>SHIMOTE<\/em>.<\/p>\n<p>Dentro da casa, o KAMITE \u00e9 a \u00e1rea VIP, na qual se sentam as pessoas de mais idade, de classe alta ou alta patente. Desta forma, no di\u00e1logo entre o senhorio e o Hachigoro dentro da casa, o senhorio se encontra no KAMITE. Assim sendo, quando o narrador interpreta o papel do senhorio, ele falar\u00e1 olhando na dire\u00e7\u00e3o do SHIMOTE, ou seja, para o lado esquerdo do palco visto da plateia. E quando estiver interpretando o Hachigoro, falar\u00e1 olhando na dire\u00e7\u00e3o KAMITE, que fica do lado direito do palco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>T\u00e9cnicas para estimular a imagina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>A performance de RAKUGO \u00e9 realizada pelo narrador\/a vestido com quimono e sentado sobre uma almofada. O quimono, em compara\u00e7\u00e3o com vestes ocidentais, facilita imaginar que seja qualquer vestimenta. Se porventura o narrador vestisse terno, na ocasi\u00e3o que fosse interpretar um personagem feminino, causaria estranhamento na plateia. Al\u00e9m disso, como o\/a RAKUGO-KA faz a performance solo, praticamente n\u00e3o h\u00e1 movimenta\u00e7\u00e3o do joelho para baixo. Assim, ao estar sentado, o olhar dos interlocutores n\u00e3o foca abaixo do joelho do narrador, levando a plateia a focar sua aten\u00e7\u00e3o nas gesticula\u00e7\u00f5es e express\u00f5es faciais. Entretanto, mesmo sentado, isso n\u00e3o impede que o narrador levante os quadris e simule o movimento de andar.<\/p>\n<p>O olhar tamb\u00e9m exerce um papel fundamental. Ao se mover simulando andar elevando o olhar, passa a impress\u00e3o de estar subindo a ladeira. Al\u00e9m disso, quando se utiliza o leque para simular uma espada, ao mover o olhar da base da m\u00e3o que o segura e direcionar o olhar na crescente, consegue passar a impress\u00e3o de que se est\u00e1 empunhando uma espada bem mais longa que o comprimento real do leque.<\/p>\n<p>Ainda, ao alterar o tom de voz e o \u00e2ngulo do olhar, facilita ao interlocutor imaginar se o narrador est\u00e1 conversando com algu\u00e9m pr\u00f3ximo ou afastado. Al\u00e9m destas t\u00e9cnicas, h\u00e1 muitos outros artif\u00edcios de encena\u00e7\u00e3o que ajudam os interlocutores da plateia a trabalharem sua imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_20913\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20913\" class=\"img-responsive img-fluid wp-image-20913\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-scaled.jpg 2560w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-280x187.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-768x512.jpg 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-340x227.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-220x147.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-100x67.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-130x87.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/48303511977-d2278646c9-o-460x307.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-20913\" class=\"wp-caption-text\">Foto: St\u00e9phane Gallay, sous licence Creative Commons (CC-BY)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Obras cl\u00e1ssicas e novas<\/strong><\/h4>\n<p>A arte narrativa de RAKUGO tem sido legada ao longo de anos por muitos RAKUGO-KAs. Todavia, sempre adaptando os conte\u00fados, contextualizando ao senso de cada \u00e9poca.<\/p>\n<p>Ainda hoje, perdura como arte popular. Este tipo de RAKUGO \u00e9 geralmente denominado <em>KOTEN RAKUGO<\/em> (cl\u00e1ssico). Estas obras cl\u00e1ssicas de RAKUGO s\u00e3o verdadeiras obras-primas, que foram elaboradas com muito tempo e maestria em retratar a universalidade das emo\u00e7\u00f5es humanas e seus sentimentos de alegria, ira, tristeza e prazer.<\/p>\n<p>Em contrapartida, h\u00e1 RAKUGO-KA e escritores que criam novos trabalhos, aos quais denominamos SHINSAKU RAKUGO, ou trabalhos originais, S\u014cSAKU RAKUGO.<\/p>\n<p>Os trabalhos mais novos s\u00e3o elaborados com base na percep\u00e7\u00e3o da atual realidade, o que torna o<br \/>\nentendimento mais f\u00e1cil e inspira familiaridade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, alguns RAKUGO-KA d\u00e3o \u00eanfase \u00e0s suas caracter\u00edsticas, criando obras em seu universo pr\u00f3prio, encantando os f\u00e3s de RAKUGO. Desta forma, cada RAKUGO-KA faz sua performance captando a rea\u00e7\u00e3o de seu p\u00fablico e fazendo uso de t\u00e9cnicas e artif\u00edcios, interpretando e dirigindo seus pap\u00e9is e, por vezes, autores de novas obras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Centenas de obras, rico repert\u00f3rio<\/strong><\/h4>\n<p>H\u00e1 mais de 100 obras em comum nos repert\u00f3rios de v\u00e1rios RAKUGO-KA. Os personagens retratados ou causos tamb\u00e9m s\u00e3o realmente variados.<\/p>\n<p>Entre os causos, h\u00e1 aquele que retrata a briga de casal do artes\u00e3o que mora no corti\u00e7o, as dificuldades da labuta no com\u00e9rcio ou a hist\u00f3ria do senhor feudal metido a sabich\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 repert\u00f3rio com tem\u00e1tica sazonal que retrata causos de Ano Novo, de Equin\u00f3cio, de <em>Hanami<\/em> (aprecia\u00e7\u00e3o das cerejeiras em flor), passeios e piqueniques outonais e a correria do final de ano. Existe repert\u00f3rio para cada esta\u00e7\u00e3o do ano. H\u00e1 tamb\u00e9m os anivers\u00e1rios de crian\u00e7a, casamento, festivais, funerais, todas as comemora\u00e7\u00f5es e ocasi\u00f5es importantes em que se re\u00fanem os familiares.<\/p>\n<p>Como personagens das narrativas, h\u00e1 o beberr\u00e3o, o mesquinho, o atrapalhado e o protagonista presun\u00e7oso ao extremo. H\u00e1 aqueles reais, que existiram de fato, como o <em>Edo-ch\u014d Bugy\u014d<\/em> \u2013 o Magistrado de Edo,<em> \u014coka Echizen no <span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips76'>kami<\/span>, <\/em>o poeta e bonzo <em>Saigyo<\/em>, e anedotas de <em>K\u014db\u014d Daishi<\/em> &#8211; o Grande Mestre Budista. Nestas obras, o of\u00edcio e a personalidade dos personagens s\u00e3o abordados e interpretados por variados pontos de vista.<\/p>\n<p>Fonte: Copyrights\u00a9Japan Arts Concil All rights reserved<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www2.ntj.jac.go.jp\/dglib\/contents\/learn\/edc20\/index.html\">https:\/\/www2.ntj.jac.go.jp\/dglib\/contents\/learn\/edc20\/index.html<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive img-fluid aligncenter wp-image-20914\" src=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/line-p20180717-183419877.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/line-p20180717-183419877.jpg 1689w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/line-p20180717-183419877-280x318.jpg 280w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/line-p20180717-183419877-768x873.jpg 768w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/line-p20180717-183419877-1351x1536.jpg 1351w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/line-p20180717-183419877-340x387.jpg 340w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/line-p20180717-183419877-220x250.jpg 220w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/line-p20180717-183419877-100x114.jpg 100w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/line-p20180717-183419877-130x148.jpg 130w, https:\/\/fjsp.org.br\/fjsp\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/line-p20180717-183419877-460x523.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<h4><strong>RAMUNE<\/strong><\/h4>\n<p>Descendente de terceira gera\u00e7\u00e3o de japoneses (<em>sansei<\/em>), nascida no Jap\u00e3o e filha de pais nipo-brasileiros, n\u00e3o sabia japon\u00eas quando crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Formada pela Universidade de Artes de Musashino.<\/p>\n<p>Encantada pela arte narrativa RAKUGO, em 2017, ingressou com Hayashiya (anterior), tornando-se disc\u00edpula do RAKUGO-KA <strong>Rabuhei<\/strong> (atualmente) como aspirante no caminho da arte RAKUGO, tornando-se a primeira RAKUGO-KA\u00a0 brasileira nipo-descendente.<\/p>\n<p>Sua estreia aconteceu apenas seis meses depois de ter se tornado disc\u00edpula de Rabuhei. A oportunidade veio como atra\u00e7\u00e3o de abertura antes da apresenta\u00e7\u00e3o principal de seu mestre, para um p\u00fablico de 900 pessoas no Blossom Hall, em Guinza, com a performance de &#8216;<em>SORAID\u014cFU<\/em>&#8216;, com tem\u00e1tica da vida cotidiana.<\/p>\n<p>\u201cDesejo aprimorar um RAKUGO pr\u00f3prio, que somente eu como nipo-brasileira de terceira gera\u00e7\u00e3o conseguiria\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 com esta determina\u00e7\u00e3o que atualmente se apresenta nos palcos de diversos teatros YOSE por todo Jap\u00e3o, apresentando sua performance tril\u00edngue (japon\u00eas, ingl\u00eas e portugu\u00eas).<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 algum tempo, eu tamb\u00e9m n\u00e3o sabia falar japon\u00eas. Mas hoje, o meu trabalho \u00e9 conversar em japon\u00eas. Por isso, fiquem tranquilos, com certeza conseguir\u00e3o aprender a falar japon\u00eas\u201d, faz quest\u00e3o de proferir estas palavras de encorajamento \u00e0s crian\u00e7as estrangeiras .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>As hist\u00f3rias<\/strong><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class='cleaner'><\/div>\n<div class='videoWrapper embed-responsive embed-responsive-16by9 ratio ratio-16x9'><iframe title=\"Rakugo-ka RAMUNE apresenta JUGEMU ( vers\u00e3o trilingue )\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/n3oPb-KjElE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h3><strong>JUGEMU<\/strong><\/h3>\n<p>Desejando sa\u00fade e longevidade para o filho que acabara de nascer, este pai vai ao templo consultar o abade para que o ajude a escolher um bom nome para o filho. Este pai, com a enorme lista de palavras auspiciosas sugeridas pelo abade, acaba dando nome ao filho juntando TODAS essas palavras. Gra\u00e7as ao LONGU\u00cdSSIMO nome, talvez a crian\u00e7a cres\u00e7a saud\u00e1vel em demasia a ponto de se tornar um menino muito travesso. Um dia, ele brigou com um menino da vizinhan\u00e7a e lhe bateu na cabe\u00e7a, formando um galo, e este foi reclamar com o pai. Narrativa hilariante, que retrata o vaiv\u00e9m da conversa que faz repetir o longu\u00edssimo nome tantas vezes e acaba levando tanto tempo, que o galo gigante da cabe\u00e7a do menino havia desaparecido antes de concluir a reclama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class='cleaner'><\/div>\n<div class='videoWrapper embed-responsive embed-responsive-16by9 ratio ratio-16x9'><iframe title=\"Rakugo-ka RAMUNE apresenta MANJU KOWAI ( pavor por manju)\" width=\"700\" height=\"394\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eSwD-zZob0Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<h4><\/h4>\n<h3><strong>MANJU KOWAI \u2013 Pavor de <em>manju<\/em> (*bolinhos doces recheados)<\/strong><\/h3>\n<p>Alguns rapazes \u00e0 toa, sem ter o que fazer, conversam animadamente sobre coisas que n\u00e3o gostam e que lhes causam medo. Aranha&#8230; cobra&#8230; formiga&#8230; em meio \u00e0 discuss\u00e3o acalorada, chega Tetsu com fama de ser do contra&#8230; \u201cQue vergonhoso ouvir esse monte de mach\u00f5es dizendo que t\u00eam medo dessas coisinhas&#8230; n\u00e3o existe nada nesse mundo que cause medo\u201d, diz. \u201cTem certeza que nada te amedronta?\u201d, perguntam os rapazes. Depois de um momento pensando&#8230; \u201cNa verdade, tem sim&#8230;\u201d, confessa Tetsu. \u201cEnt\u00e3o, do que voc\u00ea tem medo?\u201d, perguntam a ele, que reponde baixinho&#8230; \u201cMANJU. S\u00f3 de ouvir falar de manju j\u00e1 comecei a passar mal\u201d E vai dormir no quarto ao lado. Os rapazes, que ainda estavam por l\u00e1, comentam&#8230; \u201cEle \u00e9 sempre muito arrogante! N\u00e3o vamos perder a chance de amea\u00e7\u00e1-lo\u201d. E fazem uma vaquinha para comprar o quanto poss\u00edvel de MANJU e colocam os bolinhos doces amontoados na cabeceira de onde dormia Tetsu. Ao despertar, solta gritos de terror de dentro do quarto. \u201cTenho pavor de manju\u201d, e se deliciava com os MANJUs que adorava&#8230; e a cada bocada, gritava&#8230; \u201cTenho pavor de MANJU&#8230;\u201d e acabou comendo tudo. Fez-se sil\u00eancio, e os rapazes, preocupados, espiam o quarto. Ao v\u00ea-lo se deliciar com os MANJUS, finalmente percebem que foram enganados! Irados, perguntam&#8230; \u201cAfinal, o que \u00e9 que te apavora de verdade?\u201d E o dito-cujo, com a boca adocicada demais, depois de se empanturrar com o monte de MANJU, responde&#8230; \u201cBem, neste momento, acho que tenho pavor de um ch\u00e1 verde amargo&#8230;\u201d Sendo esse o desfecho da c\u00f4mica hist\u00f3ria do astuto velhaco&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<script type=\"text\/javascript\"> toolTips('.classtoolTips76','A palavra <em><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips76'>kami<\/span><\/em> significa \u201cm\u00edstico\u201d, \u201csuperior\u201d, \u201cdivino\u201d, estando normalmente ligada ao poder sagrado ou divino.'); <\/script><script type=\"text\/javascript\"> toolTips('.classtoolTips77','<span class=\"TextRun  BCX0 SCXW127757320\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun  BCX0 SCXW127757320\"><em>Lato sensu<\/em>,\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun  BCX0 SCXW127757320\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun  BCX0 SCXW127757320\">\u201cpoesia em japon\u00eas\u201d.\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun  BCX0 SCXW127757320\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun  BCX0 SCXW127757320\"><em>Stricto sensu<\/em>,\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun  BCX0 SCXW127757320\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><span class=\"NormalTextRun  BCX0 SCXW127757320\">o mesmo que\u00a0<\/span><\/span><span class=\"TextRun  BCX0 SCXW127757320\" lang=\"PT-BR\" xml:lang=\"PT-BR\" data-contrast=\"auto\"><em><span class=\"NormalTextRun SpellingErrorV2  BCX0 DefaultHighlightTransition SCXW127757320\"><span class='tooltipsall tooltipsincontent classtoolTips75'>tanka<\/span><\/span><\/em><span class=\"NormalTextRun  BCX0 SCXW127757320\">.<\/span><\/span>'); <\/script>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Nesta primeira edi\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie \u201cWAGEI, a arte da express\u00e3o verbal\u201d, trazemos a tradicional arte do RAKUGO, com a Ramune, uma Rakugo-ka (contadora de hist\u00f3ria) nipo-brasileira que atua no Jap\u00e3o. Ramune introduz, de forma divertida, o universo tradicional do Rakugo atrav\u00e9s de sua perspectiva singular, que valoriza sua identidade cultural como nipo-brasileira. 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