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Arqueologia do invisível: encontrar a pesquisa nas rachaduras do luto e da frustração
O artigo não pode ser utilizado total ou parcialmente sem o expresso consentimento do autor. A FJSP não detém os direitos sobre a obra, que pode ser protegida por direitos autorais.
Neste ensaio, Cacau Ideguchi reflete sobre como uma pesquisa pode nascer de lugares menos lineares do que imaginamos.
A partir do luto pela perda de sua obaa-chan, a autora reencontra os estudos sobre cultura japonesa e chega ao cinema de Hirokazu Kore-eda, especialmente ao filme “Depois da Vida”. É nesse encontro entre memória pessoal, experiência estética e investigação acadêmica que surge o conceito de mono no aware, uma sensibilidade ligada à passagem do tempo, à impermanência e à delicadeza dos afetos.
O texto acompanha também sua experiência como bolsista no Japão, marcada por planos frustrados, desvios e descobertas inesperadas. Entre eles, o encontro fortuito com o cruzamento onde foi filmada uma cena de “Ninguém Pode Saber”, que se torna uma imagem central para pensar a pesquisa como travessia.
Mais do que explicar um percurso acadêmico, o ensaio mostra como o conhecimento também pode se formar nas frestas: entre perda e descoberta, planejamento e acaso, vida íntima e cinema.
Fotozine Kosaten, de Cacau Ideguchi.
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