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IV SÉRIE ESPECIAL DE ENSAIOS – O Zen e a estética fílmica de Hayao Miyazaki

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Janete da Silva Oliveira
Janete da Silva Oliveira é doutora pela PUC-RJ na área de Literatura, cultura e contemporaneidade na linha de pesquisa Desafios do contemporâneo: teorias e crítica, mestre em Comunicação e graduada em Língua Japonesa pela UERJ. Organizadora do livro “Japão entre linha e telas: interfaces entre cinema e literatura” junto com Edylene Severiano pela editora Desalinho Publicações. Ministrou curso sobre mitologia na obra de Hayao Miyazaki na mostra MOK – O Universo de Miyazaki- Otomo-Kon juntamente com Jansen Raveira entre 2011 e 2015. Participou da mostra dos 70 anos do diretor Takeshi Kitano na Caixa Cultural do Rio de Janeiro em janeiro de 2017 como palestrante do filme Hana-bi. É coordenadora do projeto de extensão da UERJ, ELONihon – estudos midiáticos que divulga e produz conteúdo acadêmico sobre a produção midiática japonesa. Atualmente é professora adjunta do setor de Japonês do Instituto de Letras da Uerj.

 

E-mail: janete.oliveira@uerj.br

 

Palavras-chave: Zen, Animação japonesa, Cinema japonês, Hayao Miyazaki

 

Resumo: Neste ano de 2023, o diretor de animação Hayao Miyazaki, afastado das telas de cinema desde “Vidas ao vento” (2013) retorna ao cenário do cinema japonês com a obra “Kimi tachi wa dō ikiru ka” (‘The boy and the heron” – título em inglês). Uma obra que trata do amadurecimento do jovem Mahito e que reaviva aspectos Zen na estética dos filmes do diretor. Esse “renascimento” do diretor num momento em que o mundo repensa seu modo de viver para sobreviver às mudanças climáticas, parece ser extremamente bem-vindo, uma vez que a animação atual, com raras exceções, tem focado mais em atender às expectativas de incorporação de mais tecnologia às novas produções sem essa estar vinculada a um conteúdo mais elaborado. A técnica pela técnica. Este ensaio, além de avaliar a obra do diretor no cenário atual da animação, pretende também analisá-las focando nos elementos estéticos que possam ser associados à escola Zen do budismo, seus princípios de equilíbrio com a natureza, mas ao mesmo tempo atentos, serenos e despertos para atingir a plenitude dentro das nossas vidas cotidianas.

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