Vamos de Kamishibai! – Tanabata

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O kamishibai na Universidade Federal do Paraná

Para aperfeiçoar a língua japonesa dos alunos do Curso de Letras Japonês da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ampliar o seu conhecimento cultural acerca do Japão, montou-se o projeto “A cultura Japonesa e seus desdobramentos na universidade e na comunidade”, cuja finalidade era trabalhar principalmente a tradução de mukashi banashi, histórias antigas, e sua apresentação em formato de kamishibai, teatro de papel. 

Para alcançar a finalidade do projeto, a apresentação do kamishibai era realizada por três alunos, cada qual com uma função: a do narrador, a dos personagens masculinos e a dos personagens femininos. A socialização das narrativas acontecia por meio da contação de histórias, tanto em japonês como em português, nas escolas públicas municipais; entidades assistenciais voltadas para crianças e idosos, como Lar Santa-Mãe Junshin; e também em eventos do Curso de Letras Japonês. O projeto ainda foi levado ao Hospital de Clínicas da UFPR, onde as histórias foram muito bem aceitas por crianças e adultos, que acreditavam que ouvi-las ajudava a passar o tempo e a esquecer a situação em que ali se encontravam.  

Os participantes do projeto, além de melhorar a oralidade, a entonação e a pronúncia em língua japonesa, tiveram contato com uma língua viva, às vezes com dialetos regionais, ampliando muito o conhecimento linguístico e cultural. 

 

O kamishibai no projeto Licenciar

Concomitantemente, muitos desses participantes também participavam do projeto Licenciar-Japonês da UFPR, que leva a língua e a cultura japonesa às escolas municipais de Curitiba. O kamishibai foi introduzido para atender às crianças com idade entre 6 e 12 anos. A apresentação do kamishibai tornou-se um momento de concentração, de reflexão e de fantasia para esses alunos. Em algumas histórias, como Omusubi kororin, as crianças interagiam cantando as músicas, e participando da contação. Essas histórias eram contadas em português com palavras e expressões em língua japonesa, escolhidas pelos estagiários. Por estarem bem contextualizadas, os alunos aprendiam esses vocábulos com mais facilidade. Após a apresentação do kamishibai, os alunos faziam as atividades, baseadas nas palavras e expressões, preparadas pelos estagiários, que também organizavam o tutorial de origami para intensificar o aprendizado das palavras, além de fazer um trabalho em grupo com esses elementos. Era muito comum também a apresentação da mesma história em língua japonesa a pedido dos alunos, que gostavam de ouvir a sonoridade da língua japonesa, apesar de entender apenas alguns vocábulos.  

Abaixo o canal de YouTube no qual os alunos do Projeto Licenciar Japonês apresentam as duas oficinas baseadas nos kamishibai Momotarô e Omusubi kororin, que foram preparadas para os alunos do quarto e quinto anos das escolas municipais de Curitiba, durante a pandemia. No canal, além da apresentação dos kamishibai, há power point sobre vocabulário e expressões japonesas, sobre cultura e com o tutorial de origami, materiais que ajudam na fixação do vocabulário e das expressões em japonês.  

https://www.youtube.com/channel/UCQYVds34i1sXZwT3QRwBH-w 

 

Devido à pandemia, os encontros semanais foram proibidos e o projeto Licenciar teve que se adaptar aos encontros remotos. Numa das atividades, os novos participantes do projeto traduziram a história Tanabata, gravaram o áudio e apresentaram-na em uma oficina on line para a comunidade, onde além da história, foi explicado o que é o kamishibai e o evento Tanabata. A história do Tanabata foi gravada em japonês pela aluna Emi Hisaoka Nagai e por Peterson Patrese Pinheiro e Débora Cristina Dal Prá em português. A edição do vídeo ficou por conta do Peterson Patrese Pinheiro.

 



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